Ibovespa recua com commodities em primeiro dia de reunião do Copom; dólar sobe

    No exterior, dados da economia da zona do euro e decisões de política monetária no Japão e nos EUA também estão no radar nesta terça (30)

    Reprodução: Patricia Monteiro/Bloomberg

    O Ibovespa (IBOV) recuou nesta terça-feira (30), em uma sessão de queda para as commodities e no primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de acordo com informações do portal Bloomberg Línea.

    A expectativa, segundo pesquisa da Bloomberg com 29 economistas, é por uma manutenção da taxa Selic em 10,50% pela segunda reunião seguida na quarta-feira (31). Os economistas também esperam que o Banco Central (BC) reforce a mensagem de cautela diante do impacto da alta do dólar e das incertezas fiscais sobre as expectativas inflacionárias.

    Analistas consideram, inclusive, a possibilidade de alteração do balanço de riscos, que poderia ser entendida como sinal de elevação futura da taxa básica.

    O principal índice de ações da bolsa brasileira cedeu 0,33%, aos 126.539 pontos. A sessão é de queda para as ações da Vale (VALE3), da Petrobras (PETR4) e para demais empresas ligadas às commodities. O dólar, por sua vez, subiu 0,57%, a R$ 5,65.

    Na agenda do dia, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou em julho, com variação de 0,61%, ante 0,81% em junho. Com esse resultado, o índice, considerado a inflação do aluguel, acumula alta de 1,71% no ano e de 3,82% nos últimos 12 meses.

    No exterior, dados da economia da zona do euro e decisões de política monetária no Japão e nos Estados Unidos (EUA) também estão no radar.

    A economia da zona do euro cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre, à medida que a expansão resiliente em países-chave permitiu que a região superasse a contração surpresa da Alemanha.

    O Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 0,3% nos três meses até junho, mantendo o mesmo ritmo do início do ano. O resultado superou a previsão mediana de 0,2% dos economistas, dado que tanto a França quanto a Espanha superaram as estimativas e a Itália continuou crescendo, compensando a queda de 0,1% na Alemanha.

    Nos EUA, a expectativa é de que os formuladores de políticas monetárias mantenham as taxas inalteradas na quarta-feira (31). No entanto, os investidores esperam que as autoridades sinalizem um movimento em setembro, à medida que crescem os riscos de comprometer um mercado de trabalho sólido, mas em desaceleração.

    No Japão, o iene enfraqueceu em relação a todos os seus pares do G-10 no primeiro dia de reunião do Banco do Japão. O mercado especula que o aperto da política seria lento demais para prejudicar a atratividade das operações de carry trade financiadas em ienes.