Embraer calcula perdas com fim da joint venture com a Boeing

    Foram aplicados até aqui R$ 485 mi na parceria com fabricante dos Estados Unidos, que desistiu do negócio

    Foto: Antônio Milena/Arquivo Agência Brasil

    A brasileira Embraer gastou pelo menos R$ 485 mi em mudanças internas para adequar o braço comercial da holding com a norte-americana Boeing. Na sexta-feira, a fabricante de aviões dos EUA anunciou o cancelamento do negócio, alegando cláusulas não cumprida. A joint-venture envolvia cerca de US$ 5,2 bilhões.Com a conclusão, a empresa dos Estados Unidos pagaria US$ 4,2 bi à brasileira e passaria a ter 80% da companhia.

    Foram investidos R$ 100 milhões para a transferência da sede, em bairros diferentes de São José dos Campos (SP).Além disso, a Embraer amargou um prejuízo de R$ 1,3 bilhão no ano passado, ante perda de 644 milhões de reais no ano anterior.
    Um pronunciamento oficial deve ser feito pela Embraer na manhã desta segunda-feira. A fabricante brasileira já tornou público um entendimento de que problemas com o modelo 737 Max – da Boeing – seria o fator principal para o fim da fusão. E promete criar dificuldades para a desistência unilateral.
    No balanço anual de 2019, a companhia apresentou toda a atividade de aviação comercial separada, como “operação descontinuada”, com ativos e passivos compartimentados. Segundo a companhia, os dados estão sendo assim organizados desde fevereiro do ano passado, quando os acionistas aprovaram a transação com a Boeing.