Funcionários da Vigor respiram aliviados após J&F vender empresa

    O bahia.ba apurou que empregados da companhia, que possui sede em Simões Filhões, temiam que escândalos com os irmãos Batista resultassem em demissões em massa

    Foto: FEC/ Bahia

    Funcionários da Vigor respiram aliviados com o anúncio de que a companhia mexicana Lala concluiu a compra da empresa, controlada, até esta quinta-feira (26), pela holding J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A corporação possui sede em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

    Os empregados da fábrica de laticínios estavam temerosos de que os escândalos de corrupção que arrematam a família Batista desencadeassem deterioração dos lucros, o que poderia resultar em demissões em massa, segundo apurou o bahia.ba.

    O receio foi anunciado em reunião entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação (Sindalimentação) de São Paulo, na tarde desta quinta, com a diretoria da nova detentora da Vigor. A cúpula garantiu que o acordo comercial não modificará a rotina de colaboradores da empresa.

    O coordenador-geral da entidade de classe na Bahia, Carlos Cerqueira, afirmou à reportagem que a Lala tem uma “estrutura sólida e experiência no mercado brasileiro”. A estabilidade, portanto, está garantida.

    A Vigor foi comprada pela quantia de R$ 5,025 bilhões e o saldo da transação deve injetar R$ 786 milhões na JBS. A expectativa é de que o trato equacione as finanças do grupo.

    Itambé

    Outro alvo da mexicana Lala é a Itambé, mas a estrangeira terá que esperar uma resposta da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) para adquirir metade das ações da empresa, já que a CCPR possui direito de preferência de aquisição.

    O prazo para que a resposta definitiva seja revelada é de 30 dias. A rede de laticínios também possui fábrica em Simões Filho.