Pré-sal: 2ª rodada termina com três dos quatro blocos contratados

    Negócios renderam R$ 3,3 bilhões em bônus de assinatura e a previsão de R$ 304 milhões em investimentos

    Foto: Reprodução / Globo

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fechou contratos de partilha na produção para três dos quatro blocos oferecidos na 2ª Rodada de Licitação, realizada no fim da manhã desta sexta-feira (27). Os blocos contratados renderam R$ 3,3 bilhões em bônus de assinatura e a previsão de R$ 304 milhões em investimentos.

    O primeiro bloco ofertado, Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, não recebeu oferta inicialmente. Ele chegou a ser oferecido mais uma vez no fim da rodada.

    Em seguida, o bloco Sul de Gato do Mato, na Bacia de Santos, foi arrematado por um consórcio formado pela Shell (80%) e Total E&P do Brasil (20%). As empresas ofereceram 11,53% da produção excedente de óleo para a União, equivalente ao porcentual mínimo previsto no edital do leilão.

    No regime de partilha, que vigora nos contratos do pré-sal, o excedente em óleo é o porcentual de produção que as empresas oferecem para a União. O leilão estabelece um porcentual mínimo (de oferta), e o consórcio que apresenta a maior oferta vence a disputa.

    No caso do Entorno de Sapinhoá, também na Bacia de Santos, houve disputa entre dois consórcios com participação da Petrobras. O vencedor foi o consórcio em que a estatal tinha participação de 45%, com 30% da Shell e 25% da Repsol Sinopec, com uma oferta de 80% do porcentual mínimo excedente. A proposta representou ágio de 673,69%.

    No bloco Norte de Carcará, também houve disputa, e o consórcio formado pelas companhias Statoil (40%), ExxonMobil (40%) e Petrogal (20%) fez a melhor proposta, com 67,12% de excedente em óleo para a União. A Shell fez uma oferta sozinha, mas ofereceu 50,46% de óleo retornável.

    O ágio oferecido pelo consórcio vencedor, nesse caso, foi de 209,99%.