Herdeiros de fundador da Casas Bahia travam disputa na Justiça sobre fortuna
Dez anos após morte de Samuel Klein, inventário ainda aguarda homologação pela Justiça

Quase uma década após a morte do fundador da Casas Bahia (BHIA3), os três filhos do empresário Samuel Klein ainda travam uma guerra judicial sobre a partilha da fortuna do “rei do varejo”, como ficou conhecido o imigrante polonês que morreu aos 91 anos em São Paulo em 2014.
De acordo com informações do portal Bloomberg Línea, o processo de discussão do inventário está travado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), sem prazo para retomada, em razão de um pedido de investigação de paternidade. Os herdeiros e filhos do fundador, Michael, Saul, Eva, protagonizam desentendimentos também em outras frentes.
O caso corria sob segredo de Justiça, mas o sigilo foi derrubado por ordem judicial. Saul questiona a conduta de Michael enquanto era este braço direito do pai na gestão da Casas Bahia e suspeita da real dimensão do patrimônio da partilha, segundo documentos judiciais vistos por Bloomberg Línea. Um inquérito policial também apura suposta falsificação de assinaturas do patriarca em atos societários.
Procurado pela Bloomberg Línea, o escritório de defesa de Michael Klein não respondeu ao pedido de entrevista. As defesas de Eva, que mora nos EUA, e da família de Moacyr não foram encontradas.
A Casas Bahia não quis comentar o envolvimento de sua marca e do maior acionista individual da companhia no caso da disputa do espólio do seu fundador. Mais recentemente, principalmente a partir dos anos 2000 e 2010, a Casas Bahia perdeu espaço com a ascensão de players tradicionais do setor, como Magazine Luiza (MGLU3), e de entrantes como Mercado Livre (MELI) e Amazon (AMZN).
O patrimônio em disputa não atinge a companhia listada em bolsa, pois envolve ativos que foram separados com a mudança de controle, enquanto o patriarca estava vivo. A Casas Bahia tem valor de mercado aproximado de R$ 680 milhões, segundo o fechamento na quarta-feira (8).
Dez anos depois, Michael chegou a comprar ações da então Via Varejo que eram do GPA. Hoje, ele investe em concessionárias de veículos de luxo como Mercedes-Benz e Jaguar Land Rover e em uma administradora de imóveis e galpões logísticos. Ele chegou a apostar na aviação executiva (Icon Aviation), mas depois vendeu os ativos em 2021 para a Voar, uma empresa de Goiás.
O plano de partilha ainda não foi homologado pela Justiça porque aguarda o STJ decidir se o inventário pode incluir ou não os herdeiros e a viúva de Moacyr Ramos, suposto filho de Samuel que morreu em 2021, aos 45 anos.
Ele alegou ter direito a uma parte da herança, mas não chegou a ser submetido a um exame de DNA – há um pedido de realização de teste com material genético dos herdeiros de Moacyr e de Samuel.
O inventário em si segue paralisado em uma vara civil de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
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