Publicado em 09/09/2020 às 11h23.

IBGE: inflação na Região Metropolitana de Salvador fica em 0,13%

Apesar de desacelerar em relação a julho, ficar abaixo do índice do país como um todo, resultado foi o maior para um mês de agosto desde 2015

Redação
Foto: Marcelo Camargo/ ABr
Foto: Marcelo Camargo/ ABr

 

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial da inflação, ficou em 0,13% na Região Metropolitana de Salvador, no mês de agosto. O resultado desacelerou em relação a julho, quando o índice havia sido de 0,62%, mas ficou acima da variação de agosto de 2019 (0,04%).

Apesar de desacelerar em relação a julho (0,62%), ficar abaixo do índice do país como um todo (0,24%), resultado foi o maior para um mês de agosto desde 2015 (0,41%).

Com o resultado de agosto, o IPCA da RM Salvador acumula alta de 1,48% no ano de 2020, mantendo movimento de aceleração nesse indicador frente ao acumulado até julho (1,34%). A alta de janeiro a agosto está acima também do verificado no Brasil como um todo (0,70%).

Nos 12 meses encerrados em agosto, a inflação acumulada na RM Salvador também seguiu em alta, indo a 3,23% (frente a 3,13% no acumulado até julho) e se manteve acima do índice nacional (2,44%).

A inflação de agosto na RMS, segundo o IBGE, foi resultado de aumentos verificados em cinco dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA.

A maior alta ocorreu em comunicação (1,75%), puxada fortemente pelo acesso à internet (12,18%), que teve o maior aumento dentre as centenas de produtos e serviços investigados e também exerceu a principal pressão inflacionária individual do mês de agosto. O aumento ocorreu devido ao reajuste no valor cobrado pela prestação de serviços de banda larga.

Com a segunda maior alta, o grupo habitação (0,85%) teve, em virtude do seu peso no orçamento das famílias, a maior contribuição para a inflação da RMS. Foi puxado pela energia elétrica (1,20%) e pelo aluguel (1,41%).

Outro aumento relevante no mês veio do grupo saúde e cuidados pessoais (0,62%), com altas de peso nos produtos farmacêuticos e óticos em geral (0,99%) e nos perfumes (2,54%).

Apesar dos aumentos na maior parte dos grupos (em 5 dos 9), a inflação de agosto foi contida, sobretudo, pelas deflações em educação (-2,49%) e nos alimentos e bebidas (-0,19%).

A queda nos preços do grupo educação (-2,49%) foi recorde: a mais intensa desde o início do plano Real, em 1994. As retrações nos preços do ensino fundamental (-4,83%) e na pré-escola (-8,78%) foram as principais influências.

Já os alimentos tiveram sua primeira variação negativa em 2020, depois de terem ajudado a puxar a alta da inflação em todos os meses do ano. Houve quedas tanto na alimentação em casa (-0,14%) quanto na alimentação fora (-0,32%).

Cebola (-23,30%), batata-inglesa (-21,11%) e banana-prata (-15,02%) foram alguns itens alimentícios que mais ajudaram a conter a inflação de agosto, na RMS.

 

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