IBGE revela queda nas vendas do comércio baiano em fevereiro

    Retração foi mais acentuada do que a média nacional (-0,1%); varejo ampliado tem desempenho positivo (5,3%) frente a janeiro

    Foto: reprodução site da Fieb

     

    O volume de vendas do comércio varejista baiano retraiu em fevereiro, tanto na comparação com o mês anterior (-1,2%) como frente ao mesmo período de 2022 (-2,7%). Na relação com janeiro, a queda foi mais acentuada do que a média nacional (-0,01%). Em maio, com o Dias das Mães – data mais importante para o setor no primeiro semestre – o setor espera uma recuperação, com avanço de 5,4%.

    Com os números de fevereiro, divulgados nesta terça-feira (25) pelo IBGE, o volume de vendas na Bahia seguiu abaixo (-6,6%) do de três anos atrás, em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19.

    No acumulado nos dois primeiros meses do ano, o comércio na Bahia teve leve variação negativa (-0,1%). Já nos 12 meses encerrados em fevereiro, o estado registrou o 3º pior resultado do país (-2,5%). Ambos os índices estão abaixo dos nacionais, ambos positivos – 1,8% e 1,3%, respectivamente.  Em fevereiro na Bahia, seis das oito atividades do varejo tiveram quedas  frente ao mesmo mês de 2022. As maiores perdas, em relevância para o resultado geral , vieram dos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-26,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,3%).

     

     

    Varejo ampliado

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o resultado ficou positivo no comparativo com janeiro (5,3%), mas teve leve variação negativa frente a fevereiro/22 (-0,1%). A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE) aponta neste indicador um resultado melhor do que a média nacional ante o mês anterior (1,7%) e semelhante ao resto do país no dado interanual (-0,2%).