Intenção de consumo das famílias recua influenciada pelo mercado de trabalho

    Para a Confederação do Comércio, indicador revela que, devido às incertezas econômicas, brasileiro tem aumentado a cautela

    Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

    Diante das incertezas da economia, o brasileiro está mais cauteloso para consumir. A conclusão é do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, ao avaliar os nímeros do indicador de Intenção de Consumo das Famílias. Em fevereiro, o ICF atingiu 74.2 pontos. É o melhor resultado desde maio de 2020. Com os ajustes sazonais, é a primeira queda mensal (-0,6%), depois de cinco meses consecutivos de alta. “Mesmo assim, as famílias não têm deixado de consumir enquanto têm sua renda garantida ou complementada com algum subsídio”, avalia Tadros.

    A maior parcela das famílias (50,8%) demonstrou ainda uma perspectiva profissional negativa em fevereiro deste ano, mas de 10 pontos percentuais ao resultado do mesmo mês do ano passado (40,5%). A maioria das famílias (54,9%) acredita também que vai consumir menos nos próximos três meses. Este percentual ficou abaixo dos 55,4% no mês anterior e acima dos 36,1% observados em fevereiro de 2020.

    “O principal fator de influência para o resultado negativo do mês foi o mercado de trabalho. Tanto as incertezas sobre a manutenção do emprego atual quanto as perspectivas de mudança de emprego e melhora da renda podem ter impactado essa percepção das famílias”, esclarece Catarina Carneiro da Silva, economista responsável pelo estudo.