Publicado em 07/08/2019 às 11h13.

Produção industrial baiana caiu 3,4% de maio para junho

Desempenho foi o terceiro pior entre as 15 áreas pesquisadas e ficou bem abaixo da média nacional (-0,6%)

Redação
Foto: Reprodução/Fotos Públicas
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A produção industrial na Bahia caiu 3,4% de maio para junho deste ano, conforme divulgou nesta quarta-feira (6) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nesse período, o desempenho da indústria baiana foi o terceiro pior entre os 15 locais investigados, acima apenas dos recuos registrados no Rio de Janeiro (-5,9%) e em Pernambuco (-3,9%). Foi um resultado também abaixo da média nacional (-0,6%).

De maio para junho, a atividade fabril só teve resultados positivos em 5 dos 15 locais pesquisados, com destaques para o Pará (4,9%) e o Rio Grande do Sul (2,0%). No confronto com junho de 2018, a produção industrial baiana também recuou (-8,5%), retomando os resultados negativos depois do crescimento que havia sido registrado em maio (12,3%). Foi também um resultado pior que a média nacional (-5,9%) e acompanhou o movimento de queda ocorrido em 11 dos 15 locais investigados.

No confronto com o mesmo mês do ano passado, as indústrias de Amazonas (5,4%) e Rio Grande do Sul (3,5%) tiveram os melhores resultados, e os recuos mais intensos foram os de Mato Grosso (-13,6%) e Espírito Santo (-13,2%). Com o desempenho do mês de junho, a produção industrial na Bahia fechou o primeiro semestre de 2019 em queda, frente ao mesmo período de 2018 (-1,4%).

Recuos nos setores de petróleo e veículos foram os piores

A queda de -8,5% na produção industrial da Bahia, na comparação com junho de 2018, foi resultado do desempenho negativo tanto da indústria de transformação (-8,2%) quanto da indústria extrativa (-13,8%).

No mês, o maior recuo foi registrado na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-50,9%). Entretanto, pela importância que têm na estrutura industrial baiana, os segmentos que mais influenciaram no resultado geral do setor foram os de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,0%) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-15,0%).

O segmento de coque e derivados de petróleo é o mais importante da indústria baiana e caiu pelo segundo mês consecutivo em junho, fechando o primeiro semestre com um recuo de -5,3%. Já a fabricação de veículos caiu depois de um crescimento importante em maio (48,9%) e tem retração acumulada de -4,6% no primeiro semestre.