Varejo espera desburocratização no crédito e novo Refis para destravar economia

    Após ouvir 650 empresários, Confederação do Comércio enviou ofício com as propostas ao presidente Jair Bolsonaro

    Um novo refinanciamento de dívidas tributárias e a desburocratização para a obtenção de crédito são duas das principais propostas elaboradas Confederação Nacional do Comércio para destravar a economia. A entidade reuniu os “pleitos e anseios” do segmento em ofício encaminhadonao presidente Jair Bolsonaro. A CNC afirma que 650 empresários foram ouvidos no começo do mês antes da elaboração do documento.

    No Programa de Retomada da Economia do Comércio Brasileiro, a confederação elenca medidas nas esferas trabalhista, tributária e jurídica. Na primeira parte, recomenda a possibilidade de recontratação do trabalhador dispensado sem carência e com diferente remuneração.

    “Muitos empresários estão enfrentando grandes dificuldades para manter o equilíbrio financeiro e buscam soluções para tentar reduzir perdas, a fim de preservar as suas atividades, que representam emprego e renda de milhares de trabalhadores”, explanou o presidente da confederação, José Roberto Tadros.

    O “protocolo” sugerido pela CNC inclui também a prorrogação da redução da jornada/salários e a suspensão temporária do contrato de trabalho; parcelamento das verbas rescisórias; correção dos débitos trabalhistas pela aplicação da TR; flexibilização plena da legislação trabalhista para manutenção do emprego e das empresas e o salão-parceiro – norma que permite a contratação do profissional como pessoa jurídica.

    Na área tributária e financeira, a confederação quer a postergação do pagamento de impostos e incentivo à concessão de crédito que evitem evitar o represamento de recursos dos programas emergenciais.

    Mirando o ambiente externo ao comércio, a entidade propôs investimento em infraestrutura, a adoção de um programa de incentivo tecnológico, utilização de reservas cambiais para o financiamento de programas emergenciais e flexibilização na alocação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com aplicação parcial em mercado de capitais com maior rentabilidade, por período determinado.