Guedes deve abrir mão de ‘nova CPMF’ em reforma enviada ao Congresso

    O novo imposto sobre transações foi criticado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que disse que a proposta não passaria

    Paulo Guedes, Minister of Economy of Brazil, speaking during Challenging the Dominance of the Dollar session at the World Economic Forum Annual Meeting 2020 in Davos-Klosters, Switzerland, 23 January. Congress Centre / Sanada. Copyright by Ciaran McCrickard/ World Economic Forum/ Fotos Públicas

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve abrir mão da criação de uma “nova CPMF”, pelo menos por enquanto. Após pressão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a proposta de reforma tributária que deve chegar no Congresso terça-feira (21) não vai incluir o imposto sobre transações.

    De acordo com informações do UOL, essa primeira parte deve prever a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal, que substitui o PIS e a Cofins. As demais “fases” da reforma tributária não foram anunciadas pelo ministro.

    Guedes garantiu apenas que o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica deve diminuir. Por outro lado, a distribuição de dividendos passará a ser tributada. As alíquotas e prazos não foram informados.

    O conflito em torno da nova CPMF foi retomado nesta semana, após Guedes voltar a defender a criação de um imposto sobre transações que alcança até movimentações online. Rodrigo Maia afirmou ao UOL que a proposta não passaria no Congresso.