Vendas do varejo brasileiro crescem 0,8% em março e atingem recorde na série histórica, diz IBGE
Este é o terceiro mês seguido de alta no indicador; O resultado representa um novo recorde do setor na série histórica iniciada em 2000

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,8% em março no comparativo com o mês anterior caindo 1,0%, é o que informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em dados divulgados nesta quinta-feira (15). Este é o terceiro mês seguido de alta no indicador. O resultado representa um novo recorde do setor na série histórica iniciada em 2000.
Segundo matéria da Folha de São Paulo, mesmo com o recorde, o resultado ficou abaixo da expectativa da Reuters, que projetava um avanço de 1% na comparação mensal e de queda de 0,5% sobre um ano antes.
O cenário de inflação elevada, política monetária contracionista, e acomodação no mercado de trabalho devem levar a economia a uma desaceleração gradual neste ano, dizem analistas, podendo desanimar os consumidores, principalmente em relação a produtos mais dependentes de crédito. O Banco Central elevou na semana passada a taxa básica de juros Selic a 14,75% ao ano.
Ainda são fatores de influência neste cenário os efeitos da política tarifária agressiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na economia global. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo em março, seis tiveram resultado positivo sobre o mês anterior.
“No último mês, o que chama mais atenção é o perfil distribuído do crescimento intersetorial. Tivemos seis atividades em crescimento, inclusive as com mais peso, como a farmacêutica e hiper e supermercados”, disse o gerente da pesquisa no IBGE, Cristiano Santos.
Os destaques ficaram nos setores de livros, jornais, revistas e papelaria (+28,2%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+3,0%).
Para Santos, a mudança no período do desempenho positivo do setor de livros e jornais, que ocorreu em março ao inves de fevereiro, como é costume, por conta de variações no calendário escolar e variações nos momentos de fechamento de contratos novos.
Já as vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 0,4% no mês. Os demais resultados positivos em março vieram de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+1,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (+1,2%); e tecidos, vestuário e calçados (+1,2%). Houve retração também nas vendas móveis e eletrodomésticos (-0,4%) e combustíveis e lubrificantes (-2,1%).
“O setor de combustíveis e lubrificantes vinha de dois resultados no campo positivo em janeiro e fevereiro. No mês de março há um rebatimento desse crescimento, que reflete também uma demanda menor por combustíveis naquele mês”, disse Santos.
Já no caso do comércio varejista ampliado, que inclui atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve avanço de 1,9% em março sobre fevereiro.
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