Filipe Ret é investigado pelo Ministério Público após fala sobre Oruam; entenda

    A denúncia foi feita pela vereadora Amanda Vettorazzo, que acusa o cantor de fazer apologia ao crime

    Foto: Reprodução/Redes Sociais @filiperet @oruam

     

     

    O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito para investigar o cantor Filipe Ret, após denúncia apresentada pela vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil). A parlamentar acionou o órgão em 15 de setembro, alegando que o artista fez apologia ao crime durante uma apresentação no festival The Town, realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

    Na ocasião, Ret interrompeu o show para dizer: “Liberdade ao Oruam, porra. MC não é bandido.” A fala fazia referência ao cantor Oruam, preso por suposto envolvimento com o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

    Para Amanda Vettorazzo, a declaração do rapper foi irresponsável:

    “É inadmissível ele usar o espaço público da cidade de São Paulo para pedir liberdade de um bandido, já que o Oruam estava preso na ala do Comando Vermelho”, afirmou a vereadora.

    Segundo o MPSP, o inquérito vai analisar as circunstâncias da manifestação do artista e verificar se houve promoção de discursos ligados a organizações criminosas.

    A parlamentar é autora do chamado Projeto de Lei Anti-Oruam, apresentado em janeiro, que proíbe a Prefeitura de São Paulo de contratar artistas que façam apologia ao crime ou defendam criminosos. O texto também determina a devolução integral dos valores pagos em caso de descumprimento e aguarda votação final em plenário.

    Amanda incluiu ainda um artigo semelhante na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, reforçando a vedação de contratações públicas de artistas com esse tipo de conduta.

    “Não podemos permitir que artistas usem os palcos da nossa cidade para defender quem tem vínculos com o crime organizado. São Paulo merece respeito”, declarou.

    O Ministério Público ainda não definiu prazo para conclusão da investigação.