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    No Afropunk, Gabriela Loran exalta a Bahia e novos projetos

    Atriz expressou entusiasmo ao quebrar barreiras na teledramaturgia e reforçou a capacidade de atuação e a representatividade de atores trans

    Foto: Manuela Meneses/bahia.ba

    Curtindo a programação do Festival Afropunk Salvador 2026, a atriz Gabriela Loran celebrou o momento de colheita em sua carreira e reforçou sua profunda conexão afetiva com a capital baiana. Conhecida do grande público por interpretar a personagem Viviane na televisão, papel com o qual se identificou pessoalmente por ter tido seu primeiro emprego em uma farmácia, a artista destacou a abertura de portas no audiovisual, que inclui a recente estreia do filme Amor à La Carte e sua participação no elenco da novela Dona Beja.

    Em entrevista, Gabriela expressou entusiasmo ao quebrar barreiras na teledramaturgia ao interpretar personagens cisgênero, reforçando a capacidade de atuação e a representatividade de atores trans no mercado nacional.

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    “A Viviane foi a personagem onde eu falei tudo o que queria sobre a bandeira que eu carrego. E agora ela abriu portas para que eu pudesse viver outras personagens. Fiz minha primeira protagonista em Amor à La Carte, filme da Globo que estreou em abril, e fiz uma personagem maravilhosa em Dona Beja, uma personagem disruptiva numa cidade do interior”, comemorou a atriz.

    “Ela é uma personagem cis, então é mostrar para o Brasil que é possível a gente interpretar essas personagens. Estou amando essa fase de colheita muito forte”.

    Relação de carinho com Salvador

    Exibindo um figurino marcante no festival, Gabriela afastou a ideia de que estivesse visitando Salvador pela primeira vez e relembrou o período em que viveu na cidade, no bairro da Federação, entre 2017 e 2018.

    “As pessoas até perguntam se eu sou baiana e eu digo que minha alma nasceu na Bahia e meu corpo nasceu no Rio. Tenho muita conexão com a Bahia, sou fascinada por aqui”, declarou a artista.

    Questionada sobre o retorno aos palcos do teatro baiano, a atriz explicou que a rotina de gravações e contratos de exclusividade na televisão demandam dedicação intensa. Ela revelou, contudo, que aproveitou a implementação da escala de trabalho 5×2 para curtir o final de semana no evento e adiantou projetos nos palcos para o próximo ano.

    “Por enquanto ainda não tenho previsão para o teatro, porque nas novelas a gente fica exclusiva da Globo e não pode viajar. Agora, na escala 5 por 2, eu consegui ficar aqui sábado e domingo para estar no Afropunk. Quando começam as gravações é uma rotina bem intensa, mas quero vir com algum espetáculo para cá. Para o ano que vem já tem uma peça que estamos trabalhando e que talvez a gente traga para cá sim”, concluiu.