‘Tem projeto melhor para ser votado’, diz Márcio Victor sobre fim do arrastão

    "É mérito do povo responder sobre isso, porém, para mim, é algo maravilhoso", disse Márcio

    Reprodução: Instagram/ Arquivo Pessoal

    Um dos puxadores oficiais do Arrastão, o cantor Márcio Victor criticou nesta sexta-feira (13), o Projeto de Lei 45/16, aprovado pela Câmara, que proíbe a festa que se tornou tradição na arrastão na Quarta-Feira de Cinzas.

    Para o cantor, a aprovação do projeto de autoria do vereador Henrique Carballal (PV) é um retrocesso para o Carnaval da capital baiana. Em entrevista ao bahia.ba o artista pontuou que deve ser levado em conta que o Estado é laico, e portanto, questões religiosas não deveriam interferir no desejo do povo.

    “Acho muito triste estar se falando nisso agora, se é uma festa que o povo já abraçou. A gente entende que o país da gente é de Estado laico, portanto, devemos respeitar todas as nossas decisões e opiniões. Tem gente que quer, tem gente que não quer. É mérito do povo responder sobre isso [arrastão], porém, para mim, é algo maravilhoso”, disse Márcio à reportagem, durante o lançamento do projeto Skol Pagodão, que reuniu diversos artistas do gênero nesta sexta-feira (13) no Passo Fest, em São Gonçalo do Retiro.

    Márcio, que neste ano não esteve presente na festa por questões de agenda, afirma ainda que é necessário que a tradição seja mantida, caso contrário a festa acaba sendo adotada por outros estados e perdendo a essência. “Brown começou em 2008 com essa festa, os artistas baianos mantiveram até este ano. Quando a gente não dá muito valor ao filho da casa, outros estados pegam para produzir”, afirmou.

    Segundo Márcio, é necessário que a Câmara se dedique a outras questões que para ele são prioridades quando se diz respeito a população, como saúde e segurança. “Tem coisas mais importantes para se preocupar. Questão de saúde, saneamento básico, segurança e com os turistas que chegam à capital. Os turistas querem festa, essa é minha opinião”.

    Na quinta-feira (12), o bahia.ba foi ao Farol da Barra para conversar com populares sobre o polêmico projeto aprovado pelo Legislativo soteropolitano.