Morte de Maradona ocorre na mesma data de Fidel Castro, quatro anos depois

    Ex-jogador tinha tatuagem de comandante cubano na perna

    Foto: Divulgação/Biografia Maradona

    A morte do astro internacional e ídolo máximo do futebol argentino, Diego Maradona, nesta quarta-feira (25), ocorreu, coincidentemente, com a mesma data e mês de falecimento do seu grande ídolo, o comandante cubano, Fidel Castro, em 2016. Maradona o homenageou com uma tatuagem na panturrilha esquerda.

    Maradona e Fidel possuíam uma forte relação de amizade, onde o argentino chegou a afirmar que devia sua vida ao “Barbudo”, por tê-lo “salvo”, se referindo a Fidel. Na época ele havia ido à Cuba para se tratar contra o uso de drogas.

    “Isto de estar vivo tenho de agradecer ao Barbudo (Deus) e… ao Barbudo (Fidel). Tudo o que ele fez por mim não tem pagamento”, escreveu em sua autobiografia Eu sou El Diego (2000).

    Quando soube da morte de Castro, Maradona declarou toda sua admiração a ele na época. “Foi como outro pai para mim. O único comandante. Ao fim da Copa, vou à Cuba para me despedir de um amigo. Ele [me] abriu as portas de Cuba quando na Argentina as fecharam. Morreu o meu amigo, o meu confidente, o que me dava conselhos e que me ligava a qualquer hora para falar de política, de futebol, de basebol (…). Como nunca se enganou, para mim Fidel é, foi e será eterno, único, o maior. Dói-me o coração porque o mundo perdeu o mais sábio de todos”, escreveu também em homenagem a Castro em sua página no Facebook.