Advogado do caso Ferrer diz não se arrepender de hostilizá-la e relata ameaças de morte

    Defensor de André Aranha afirmou que trabalhou dentro dos limites legais e que cenas foram tiradas de contexto

    Foto: Reprodução/Twitter

    Defensor do empresário André Aranha, acusado de estupro pela influenciadora Mariana Ferrer, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, 50, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo não se arrepender de seu comportamento durante audiência em que aparece hostilizando a jovem.

    Rosa Filho diz que a atuação dele se deu dentro dos limites legais e que as primeiras imagens divulgadas foram retiradas do contexto e, da forma como foram apresentadas, distorceram o que realmente aconteceu nas três horas que duraram os trabalhos.

    “Tenho a convicção de ter atuado dentro dos limites éticos, legais e profissionais, considerando-se a exaltação de ânimos que costuma ocorrer em audiências como aquela.”

    O criminalista disse que, após a divulgação de parte da audiência, ele e sua família passaram a ser alvo de ataques de todos os tipos e que por isso está acionando os meios legais.

    O advogado também tenta justificar o que o fez agir de forma desrespeitosa com a influenciadora. “Em todas as indagações, seja do advogado de acusação, da promotoria e do juiz, Mariana furtava-se de responder e apenas dizia que queria respeito e justiça. Afirmava não se lembrar de nada, mas garantia que havia sido estuprada. Seu discurso era incoerente, pois por diversas vezes entrou em contradições”, disse à Folha.

    Questionado sobre  um possível arrependimento na condução desse caso, Rosa Filho é taxativo: “Não! Segui dentro dos limites éticos, legais e profissionais.

    Em seguida, ao ser perguntado se agiria da mesma forma se a audiência fosse presencial, respondeu que “sim”.