Alexandre Pires nega relação com esquema investigado pela PF

    No texto, a defesa declarou: "Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon"

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A defesa do cantor Alexandre Pires se manifestou nesta quarta-feira (23) após o artista ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Em comunicado, a equipe afirmou que “a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época”. As informações são da Metrópoles.

    “Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires”, completa a nota.

    No texto, a defesa declarou ainda: “Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor.” E acrescentou: “O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada.”

    Alexandre Pires é alvo de operação da Polícia Federal

    Alexandre Pires é um dos alvos da operação deflagrada nesta quarta-feira (23) pela Polícia Federal. A ação investiga uma organização criminosa envolvida em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros delitos de caráter transnacional. O cantor é investigado por suspeita de integrar um esquema que movimenta recursos oriundos de extração e comercialização ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami. O empresário Matheus Possebon, que trabalha com o artista, também é alvo da operação.

    De acordo com a PF, a ação desta quarta-feira faz parte da segunda fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023.

    “Foram identificadas transações financeiras que relacionariam toda a cadeia produtiva do esquema, com a presença de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração e laranjas para encobrir movimentações fraudulentas”, afirma a PF em nota.

    As apurações apontam movimentação e ocultação de recursos que ultrapassam cerca de US$ 48 milhões por meio de empresas nacionais e estrangeiras, operações financeiras internacionais, utilização de contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira. No total, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal.