Atraso e insegurança no transporte põem Consórcio Integra sob apuração

    Denúncias apontam situações de vulnerabilidade e insegurança nos pontos de ônibus da cidade

    Foto: Bruno Concha / Secom PMS

    A rotina de atrasos recorrentes e a falta de previsibilidade nos horários da linha de ônibus 1672 (Estação BRT Hiper x Alto de Coutos) levaram a 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Salvador a instaurar um Procedimento Preparatório para Inquérito Civil. A investigação foca na concessionária Plataforma Transportes SPE S/A e no Consórcio Íntegra Salvador, entidades responsáveis pela operação e gerenciamento do sistema de transporte coletivo na capital baiana.

    A apuração teve início a partir da denúncia de uma usuária do sistema, que relatou que a irregularidade na frota vem expondo os passageiros, especialmente no período noturno, a situações de vulnerabilidade e insegurança nos pontos de ônibus da cidade.

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    A portaria ministerial, oficializada nesta sexta-feira (16), ressalta ainda a omissão da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador (Semob), que deixou de prestar esclarecimentos e relatórios requisitados pelo órgão de controle em expedientes anteriores. Por outro lado, o Consórcio Íntegra apresentou manifestação preliminar e documentos operacionais referentes à linha, cujo conteúdo motivou a necessidade de aprofundamento das apurações por parte do Ministério Público.

    Assinada pelo promotor de Justiça Saulo Murilo de Oliveira Mattos, a Portaria concedeu o prazo de dez dias úteis para que a Plataforma Transportes apresente sua defesa e determinou a reiteração das requisições à Semob, exigindo a realização de uma fiscalização de campo sobre a frota e a frequência dos veículos e as condições de viagem na linha 1672.