Bolsonaro desiste de depor no inquérito sobre interferência na PF

    Investigação no Supremo com base em declarações do ex-ministro Sérgio Morto apura se houve interferência indevida na corporação

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro informou nesta quinta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal que abre mão de depor no inquérito que apura possível interferência na Polícia Federal. A investigação, proposta pela Prouradoria Geral da República, foi iniciada a partir de declarações do ex-ministro Sérgio Moro no dia em que renunciou a este cargo, em abril. As informações são da CNN Brasil.

    Por meio da Advocacia Geral da União (AGU), Bolosnaro informou que decidiu “declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado unicamente por meio presencial”. Argumentando ser prerrogativa do cargo, o presidente pediu para depor por escrito.

    Essa soliciatção foi negada pelo relator na Suprema Corte, Celso de Mello, que apresentou suas razões na sua última sessão antes de se aposentar, em outubro. Para o então decano, a escolha de se pronuciar pro escrito é restrita à condição de testemunha.

    Segundo a AGU, “a publicização do inteiro teor de gravação da Reunião Ministerial de 22 de abril de 2020 demonstrou completamente infundadas quaisquer das ilações que deram ensejo ao presente Inquérito, o mesmo valendo para todos os demais elementos probatórios coletados nos presentes autos.”

    Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes, designado relator após sorteio, atendeu a um pedido da defesa de Sérgio Moro – que também é investigado – solicitou à Polícia Federal informações sobre o andamento das investigações. O inquérito foi suspenso justamente pela indefinição sobre o depoimento de Jair Bolsonaro.