Publicado em 14/05/2026 às 18h31.

Daniela Borges destaca paridade e avanços para mulheres na OAB-BA

Presidente ainda pontuou que as mulheres enfrentam dificuldades adicionais no exercício

Luana Neiva / Otávio Queiroz
Daniela Borges, presidente da OAB (Foto: Jorge Jesus/Bahia.ba)

A presidente da OAB Bahia, Daniela Borges, a primeira mulher a comandar a instituição, destacou nesta quinta-feira (14), em entrevista ao bahia.ba a importância da participação feminina na advocacia e os avanços em políticas de igualdade de gênero dentro da entidade.

Borges ressaltou que as mulheres já representam metade dos inscritos na OAB na Bahia e no Brasil e que estão presentes em todas as áreas da profissão. “Hoje nós já somos metade dos inscritos na OAB Bahia, na OAB Brasil, e as advogadas estão no dia a dia da advocacia, nos fóruns, nos tribunais, fazendo o dia a dia da profissão”, afirmou.

Daniela também destacou que assumir a presidência da instituição com políticas de paridade representa um marco e reforça o compromisso com mudanças estruturais na advocacia.

“Chegar como a primeira mulher-presidente da OAB Bahia, com paridade de gênero na nossa instituição, nos nossos órgãos de representação, é um compromisso da gente poder também fazer transformações para que a gente possa ter melhores condições também para o exercício da advocacia.”

Presidente ainda pontuou que, apesar dos desafios comuns à profissão, as mulheres enfrentam dificuldades adicionais no exercício da advocacia.

“Eu sempre digo que a mulher advogada enfrenta os mesmos desafios que os homens advogados, no que se refere a prerrogativas, a valorização dos honorários, mas as mulheres enfrentam desafios a mais por serem mulheres no exercício da profissão.”

Segundo ela, a OAB Bahia tem desenvolvido ações específicas voltadas à proteção das mulheres e à promoção da equidade de gênero.

“Então a gente tem um trabalho específico voltado para isso e também para fortalecer a proteção dos direitos da mulher na sociedade. Temos duas comissões, uma comissão da mulher advogada e uma comissão de proteção dos direitos das mulheres. Temos uma ouvidoria da mulher e também criamos uma procuradoria de gênero e raça. Temos ainda um protocolo de atendimento à mulher advogada vítima de violência. São ações voltadas para esse compromisso de transformação”, completou.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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