Defesa de Adailton Maturino diz que pedido de prisão do MP-PI é ‘inócuo’ 

    Advogados afirmam que todas as medidas impostas a Adailton foram revogadas em 2018

    Foto: Divulgação

    A defesa do administrador Adailton Maturino rebateu nesta sexta-feira (30) o pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público do Piauí (MP-PI), por supostamente ter descumprido medidas cautelares impostas a ele. Os advogados classificaram o pedido como “inócuo”, ou seja, que não causa dano material, físico ou orgânico.

    De acordo com a defesa, todas as medidas impostas a Adailton foram revogadas em 2018, quando a 1ª Vara Criminal do TJ-PI suspendeu o Inquérito Policial e rejeitou a denúncia contra ele, até nova decisão.

    Adailton e a sua esposa, a advogada Geciane Maturino, estão presos preventivamente há quase um ano, no âmbito da Operação Faroeste, da Polícia Federal. A defesa alega que o casal vem enfrentando, inclusive, “situação de cerceamento de defesa”, reconhecido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

    A defesa de Maturino frisa ainda que ele é “erroneamente” chamado de falso cônsul, e que tenta exaustivamente retificar e esclarecer, entre outras inverdades ou fatos descontextualizados, que foram divulgados de forma equivocada a seu respeito.

    Por fim, a defesa afirma que, em 2017, a República da Guiné-Bissau buscou abrir um posto consular honorário em Salvador (BA), nomeando Adailton como cônsul honorário, e solicitou autorização ao Itamaraty. Adailton também foi instituído conselheiro especial da Pasta.

    “Diante da potencialidade de investimentos e desenvolver os laços de amizade entre as Nações amigas Brasileiras e Guineense, Adailton foi nomeado Conselheiro Especial do, à época, Presidente da República da Guiné Bissau”, finaliza a nota.