Publicado em 21/01/2021 às 13h44.

Eduardo Bolsonaro é condenado a indenizar repórter por danos morais

Além de R$ 30 mil, juiz determinou ao deputado o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios no valor de 15% da condenação

Redação
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi condenado a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de São Paulo, em R$ 30 mil por danos morais. A decisão de quarta-feira (20) é do juiz Luiz Gustavo Esteves, da 11ª Vara Cível de São Paulo.

De acordo com a Folha, o magistrado determinou ao deputado o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios no valor de 15% da condenação. A decisão, no entanto, cabe recurso.

Patrícia Campos Mello acionou a Justiça após o deputado atacá-la, com ofensa de cunho sexual, numa live e em publicação em rede social, afirmando que ela “tentava seduzir” para obter informações que fossem prejudiciais ao seu pai. A transmissão foi ao ar pelo canal do YouTube Terça Livre TV em 27 de maio do ano passado.

À época, Eduardo Bolsonaro declarou: “É igual a Patrícia Campos Mello. Fez a fake news de 2018, para interferir na eleição presidencial, entre o primeiro e segundo turno, e o que ela ganhou de brinde? Foi morar no Estados Unidos, correspondente, né? Acho que da Folha de S.Paulo, lá nos Estados Unidos. Essa Patrícia Campos Mello, que, vale lembrar, tentou seduzir o Hans River. Não venha me dizer que é só homem que assedia mulher não, mulher assedia homem, tá. Tentando fazer uma insinuação sexual para obter uma vantagem, de entrar na casa do Hans River, ter acesso ao laptop dele e tentar ali, achar alguma coisa contra o Jair Bolsonaro, que não achou”.

Ainda segundo a publicação, na sentença, o juiz afirma que Eduardo Bolsonaro, “ocupando cargo tal importante no cenário nacional –sendo o deputado mais votado na história do país, conforme declarado na contestação– e sendo filho do atual presidente da República, por óbvio, deve ter maior cautela nas suas manifestações, o que se espera de todos aqueles com algum senso de responsabilidade para com a nação”.