Publicado em 17/08/2022 às 23h01.

No Dia do Estagiário, conheça a história do escritório Mota Fonseca e Advogados

O estágio pode ser a oportunidade de sua vida

Redação
Foto: Divulgação
Samir Gomes, Taís Bittencourt, Cláudio Sampaio, Mariana Frugoni, Karina Gomes, Isabela Bandeira, Trícia Barradas, Fernanda Taboada, Jeane Melo e Amarílis Fonseca são os sócios do Mota Fonseca e Advogados. (Foto: Divulgação)

 

Imagine um escritório de advocacia onde todos os sócios não fundadores foram estagiários. Oito dos dez componentes do quadro societário são formados na própria empresa. Esse é o Mota Fonseca e Advogados, escritório que presta serviços de advocacia empresarial nas áreas de Direito Tributário, Societário e Previdenciário, além do serviço de cálculos judiciais. Fundado há 24 anos, o Mota Fonseca tem em seu DNA a filosofia do seu idealizador e fundador, Manoel Mota Fonseca, falecido no ano passado. “Dr. Manoel buscava selecionar e formar seus profissionais e potenciais futuros sócios, oportunizando as mais variadas experiências que um escritório de advocacia da nossa área pode oferecer, com altíssimo grau de exigência técnica e de comportamento ético e humanizado”, relembra Taís Bittencourt, 21 anos de Mota Fonseca, sendo 19 como sócia.

“Foi entrando como estagiária que as portas se abriram na empresa”. A declaração de Trícia Barrradas, que tem 16 de seus 19 anos na empresa como sócia, reforça o quanto a formação do quadro de profissionais era realmente importante para o Mota Fonseca, considerado um dos escritórios mais admirados do país, segundo o Ranking Análise Advocacia Regional.

Sócia fundadora, ao lado de Jeane Melo, Cláudia Sampaio explica como era o ambiente que possibilitou a ascensão de tantos jovens. “A gente entendia que tinha que começar a qualificar desde a base. Sempre fizemos um processo seletivo bem apurado, bem cuidadoso, procurando selecionar realmente as pessoas mais qualificadas. Sempre, dentro do possível, com a intenção de contratar. Até por isso hoje temos tantos ex-estagiários no nosso quadro societário.

O sócio Samir Gomes sabe muito bem a importância desse processo seletivo. Ele chegou no Mota Fonseca através de um anúncio de jornal, mas não esperava que a vaga de estágio fosse tão concorrida. “Eu não sabia que o Mota Fonseca era uma referência na área do Direito Tributário, que eu nem tinha interesse de atuar, mas vi ali uma oportunidade de iniciar minha carreira com perspectiva de crescimento. Foi através desse estágio, que virou emprego e depois sociedade, que eu consegui me formar profissionalmente, formar minha família. Tudo devo a esse princípio. Mudou completamente minha vida”.

Oportunidade de ouro

Aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo estágio pode ser determinante para o sucesso daquele profissional em formação. Para Isabela Bandeira, a mais antiga estagiária entre os sócios, é fundamental a entrega do estudante em seu processo de formação dentro da empresa. O que precisa ser feito com dedicação, empenho e, sobretudo, paixão pela profissão. “O estágio no MFA me permitiu ser advogada por opção. Me permitiu escolher a advocacia como profissão, como paixão e como fonte de renda. Um estágio sério, responsável, comprometido com a formação do profissional, e atento às capacidades de cada um, foi a mola propulsora para uma carreira de sucesso e satisfação pessoal. Aos estudantes que desejam advogar, sugiro que nunca percam, ou se não mais a tem, que recobrem a capacidade de se apaixonar pela advocacia. Operar com prazer, com amor, com sentimento, torna nossa jornada muito mais atraente e promissora”, aconselha Isabela.

Todos os sócios entrevistados foram unânimes quanto à importância do estágio para o futuro profissional. Oportunidades podem surgir a partir do estágio, mas para isso é preciso estar sempre disposto a aprender. Taís Bittencourt aconselha ao estudante de que tenha consciência do porque está fazendo algo, reflita e absorva sobre o objetivo de cada demanda e da sua própria importância no grupo. Aja sempre como um facilitador para os integrantes da equipe. Além de foco e comprometimento, a proatividade e a motivação em ajudar são componentes que normalmente dão certo em um estagiário, geram troca, crescimento, reconhecimento e, se o contexto permitir, oportunidade”. Trícia Barradas complementa. “Aos estudantes eu digo: procurem dar o seu melhor. Por mais que você saiba que não será efetivado naquela empresa, que é uma coisa temporária, procure extrair ao máximo o aprendizado, tenha disponibilidade, tenha humildade para aprender. A gente fica muito ansioso por fazer peças, escrever, mas as vezes pequenas tarefas, que não parecem tão interessantes, vão lhe dar alguma base que mais pra frente vai lhe servir. Seja engajado, tenha uma postura que deixe as portas abertas pra você. A gente tem casos no Mota Fonseca de pessoas que foram estagiárias, precisaram sair e voltaram depois efetivados como advogados”.

Características de uma boa empresa para o estagiário

O primeiro contato do estudante com o mercado de trabalho geralmente acontece durante o estágio. É neste espaço formativo que o estagiário aprende uma nova rotina e consegue fazer vários diálogos com a teoria que estuda na universidade. A prática é fundamental na formação da identidade profissional. Mas para Catharine Seixas, coordenadora operacional do curso de pedagogia da Universidade Tiradentes, é importante que o estagiário verifique se a empresa tem vínculo com a sua instituição de ensino. “Esta verificação garante mais assertividade à escolha, demonstrando muitas vezes que a empresa acredita no potencial de jovens universitários. A estrutura da empresa, credibilidade no mercado de trabalho, índices de aceitação e a forma como a empresa se comunica com o seu público nas redes sociais também são indicadores de que o período de estágio irá proporcionar um crescimento na carreira”, analisa Catharine.

Quanto à remuneração, a especialista considera que não é o mais importante. “Ao iniciar a carreira profissional, existem outras metas a serem atingidas para além do salário: adquirir experiência, estabelecer boas relações interpessoais, executar atividades diferenciadas. Estas ações podem alavancar a carreira do estagiário. O salário será consequência”.

Para Catherine Seixas, histórias como a do escritório Mota Fonseca são inspiradoras e dão fôlego a quem está começando a carreira. “Minha mensagem para o estagiário é que ele aproveite ao máximo suas oportunidades, por menores que possam parecer. Esteja sempre preparado, comunique-se bem e deixe a marca da competência por onde passar”, conclui.

Exemplo a seguir

O escritório Mota Fonseca e Advogados é um exemplo a ser seguido. Investir na boa formação dos jovens é um caminho para o sucesso de uma empresa. Mas para isso, o sócio Samir Gomes ressalva alguns procedimentos importantes a serem seguidos. “As empresas devem assumir a responsabilidade do seu relevante papel de iniciar o estudante na carreira proposta, viabilizando desenvolvimento pessoal e profissional a partir do tratamento humano, investimento, capacitação e supervisão eficaz. Devem disponibilizar, de modo colaborativo e paciente, o conhecimento e a vivência prática ao estagiário, que é um verdadeiro aprendiz, embora com potencial para se tornar um profissional de sucesso. Não devem demandar experiência prévia ou maturidade profissional, antes sendo a fonte da qual esse profissional em formação extrairá tais recursos”. Fica aqui o exemplo.

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