Publicado em 11/02/2020 às 14h41.

PGR considera federalizar caso Marielle após morte de miliciano

Adriano da Nóbrega foi morto durante operação policial no município de Esplanada, no último domingo (9)

Redação
Foto: Renan Olaz/ Câmara Municipal do Rio
Foto: Renan Olaz/ Câmara Municipal do Rio

 

A Procuradoria-Geral da República considera a possibilidade de ser federalizado o caso Marielle após a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, no último domingo (9), durante operação policial no município de Esplanada. A cúpula do órgão tenta entender primeiro se houve execução por queima de arquivo, como alega a defesa do ex-policial.

“(…) a cada fato novo envolvendo personagens ligados ao Escritório do Crime, maior a necessidade de se conduzir uma investigação afastada do estado do Rio”, disse o PGR Augusto Aras, de acordo com a colunista Andreia Sadi, do G1.

Adriano da Nóbrega estava foragido há um ano e era apontado como chefe do Escritório do Crime. Um de seus membros, Ronnie Lessa, é acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. O miliciano foi morto durante operação conjunta das polícias do Rio de Janeiro e da Bahia.

Familiares e amigos de Marielle são contra a federalização da investigação e temem que volte a ser debatido o deslocamento de competência. A investigação sobre a morte da vereadora corre no Rio de Janeiro. Mas deve ser julgando ainda nesse semestre pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pedido da ex-PGR Raquel Dodge para federalizar o caso.

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