PSOL entra com ação para que Bolsonaro comprove suposta fraude eleitoral em 2018

    Presidente alega que deveria ter ganhado no 1º turno, mas foi para o 2º por causa de fraude nas urnas

    Foto: Alan Santos/PR

    Em uma interpelação judicial protocolada junto ao Supremo Tribunal Federal, o PSOL pediu que o presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a comprovar uma suposta fraude eleitoral em 2018, ano em que ganhou no segundo turno. O documento, entregue nesta sexta-feira (08), inclui afirmações feitas pelo mandatário na quarta (06), dia em que o Congresso dos Estados Unidos foi invadido por apoiadores do presidente Donald Trump.

    Na ocasião, em conversa com apoiadores, o presidente disse que a situação no Brasil seria igual ou pior a dos EUA caso o país adote o voto eletrônico nas eleições de 2022. “Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar voto, nós vamos ter problemas piores do que os Estados Unidos”, afirmou.

    “A minha [eleição] foi fraudada. Eu tenho indício de fraude na minha eleição. Era para eu ter ganhado no 1º turno. Ninguém reclamou que foi votar no 13 e a maquininha não respondia. Mas o contrário, quem ia votar 17 ou não respondia, ou apertava o 1 e já aparecia o 13”, disse Bolsonaro, de acordo com a peça apresentada pelo PSOL.

    Segundo o partido, “as reiteradas afirmações” do presidente “não são técnicas nem precisas e, num linguajar sempre vulgar e chulo, violento e agressivo, disseminam o ódio, lançam dúvidas gravíssimas sobre o pleito de 2018 e os eleitos naquela eleição”.

    “Lançam dúvidas infundadas fazendo supor a ocorrência de fraudes no pleito – que ele afirmou terem existido -, mas não indica ou apresenta fatos, provas, indícios ou suposições quaisquer. Essa uma das necessidades de esclarecimentos, de modo que, esclarecendo, por exemplo, como teria se dado a fraude, quem dela participou ou contribuiu: se seria praticada por hackers, se houve a colaboração de servidores da Justiça Eleitoral ou ainda por seus membros”, completou.