STF já gastou mais de R$ 700 mil com passagens

    Entre os ministros, Gilmar Mendes foi o que mais gerou despesas no mês de julho

    Foto: Ricardo Stuckert/ EBC

    O Supremo Tribunal Federal (STF) já gastou mais de R$ 700 mil com passagens aéreas. O valor contabilizado abrange apenas a gestão da ministra Cármen Lúcia.

    Para 2017, cada ministro do STF tem uma cota anual de mais de R$ 50 mil, que pode ser usada apenas para voos no território nacional. Se algum integrante superar o teto, a Corte deixa de pagar pelos deslocamentos.

    Apenas três dos 11 ministros do STF não aparecem nas planilhas de despesas com passagens aéreas: Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

    Entre os ministros, Gilmar Mendes foi o que mais gastou no mês de julho, com um volume de R$ 4.968,93. Os ministros Alexandre de Moraes (R$ 5.082,89) e Ricardo Lewandowski (R$ 7.266,62) foram os que mais usaram a cota em junho e maio, respectivamente.

    O Estadão apurou que a presidente da Corte costuma desembolsar do próprio bolso os gastos com seus bilhetes – como a passagem emitida para o velório do ministro Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano. A auxiliares, ela disse que ia para o velório como “amiga”.

    Segundo o STF, o estabelecimento de uma cota anual visa a reduzir as despesas. O STF considera que, enquanto estiverem no território nacional, os ministros estão em serviço, independentemente de estarem em viagem oficial ou se retornarem para os seus estados de origem.