TJ-BA e OAB-BA promovem assentamento do Machado de Xangô em Camaçari

    Município da Região Metropolitana de Salvador tornou-se a primeira unidade do interior do estado a receber a insígnia sagrada

    Foto: Divulgação

    O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), promoveu o assentamento do Oxe de Xangô (Machado de Xangô) no Fórum Clemente Mariani, na Comarca de Camaçari. O município da Região Metropolitana de Salvador tornou-se a primeira unidade do interior do estado a receber a insígnia sagrada, doada pelo Terreiro de Lembá. O símbolo carrega representatividade nas religiões de matriz africana por associar o Orixá Xangô aos preceitos de justiça, equilíbrio, neutralidade e harmonia.

    A solenidade integra um projeto liderado pela OAB-BA com o apoio do Poder Judiciário baiano para a instalação de 12 Machados de Xangô em comarcas e instâncias judiciais do estado, iniciativa iniciada em maio de 2025 com o assentamento do artefato na sede do TJ-BA.

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    Durante a solenidade, o presidente do TJ-BA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, e a secretária-geral da OAB-BA, Cléia Costa dos Santos, que representou a presidenta da seccional, Daniela Borges, ressaltaram o valor da equidade racial, do combate à intolerância religiosa e da concretização do Estado Laico garantido na Constituição Federal de 1988:

    “Acredito que a Justiça precisa ter a cor, a sensibilidade e a alma do seu povo, bem como precisa olhar para a diversidade cultural e religiosa com uma vivência diária de acolhimento e garantia de liberdades fundamentais. Temos trabalhado, e eu de uma forma pessoal e continuamente, para superar barreiras históricas, implementando políticas de equidade racial, ações de combate ao preconceito e programas de valorização dos direitos humanos em todas as nossas unidades. Entendo que o combate à intolerância religiosa é um dever primordial do Estado”, afirmou Rotondano.

    A cerimônia em Camaçari contou com a presença de magistrados, servidores, lideranças comunitárias e do presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Santos Rodrigues. A próxima etapa da iniciativa prevê a inclusão do símbolo na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).