TRE-BA nega liminar em ação sobre supostos ataques a Jerônimo

    A representação foi apresentada pela Coligação Mais Bahia, Mais Brasil

    Foto: Erickson Araújo

    O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) analisa uma ação que aponta uma suposta articulação nas redes sociais para atacar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e favorecer a pré-candidatura de ACM Neto (União) ao Governo da Bahia. A representação foi apresentada pela Coligação Mais Bahia, Mais Brasil.

    Segundo a coligação, a estrutura teria utilizado recursos e mecanismos ligados à administração municipal para disseminar conteúdos contra Jerônimo. A ação cita, entre outros pontos, publicações relacionadas ao andamento da Ponte Salvador-Itaparica, que, segundo a representação, teriam sido utilizadas para desgastar a imagem do governador durante o período eleitoral.

    A denúncia também aponta a participação de influenciadores e criadores de conteúdo. Conforme os autos, empresas de publicidade contratadas pelo município teriam realizado pagamentos que somam R$ 98.694,45 em dois processos administrativos. A coligação sustenta que os repasses estariam relacionados a uma estratégia de produção e divulgação de conteúdo político nas redes.

    Ação cita perfis e estrutura municipal

    Entre os perfis mencionados no processo estão @FOFOCASALVADOR, @KIKIKISALVADOR, @LUCASFOFOQUEI, @COMEDIABAIANA e @FOFOQUEIBRASILOFICIAL. A coligação afirma ter apresentado dados de conexão e relatórios de auditoria de IP da Companhia Salvador Cidade Inteligente para sustentar a existência de uma atuação coordenada.

    A representação também cita ações de comunicação durante o desfile de 2 de Julho, com o uso do slogan “a libertação da Bahia”, além da divulgação do programa social Vida Nova. Para a coligação, essas iniciativas fazem parte do conjunto de elementos que precisam ser investigados pela Justiça Eleitoral.

    No processo, a coligação também questiona suplementações orçamentárias que ultrapassam R$ 30 milhões para a Secretaria Municipal de Comunicação por meio de decretos publicados em 2026. O grupo afirma que os recursos poderiam ter sido utilizados dentro da estrutura apontada na ação.

    Apesar das acusações, o TRE-BA negou o pedido de tutela de urgência apresentado pela coligação. O relator Isaías Vinícius de Castro Simões entendeu que não havia elementos suficientes para determinar as medidas solicitadas antes da apresentação das defesas.