Publicado em 08/05/2026 às 12h30.

Programa Itabuna Mãe muda a vida de gestantes no sul da Bahia

Neste ano, o programa atingiu a marca histórica de 3.300 gestantes atendidas desde a sua reativação

Redação
Beneficiadas pelo Programa Itabuna Mãe (Foto: reprodução/ Prefeitura de Itabuna)

 

O Programa Itabuna Mãe completa, em 2026, cinco anos de reativação e já beneficiou mais de 3 mil gestantes ao longo desse tempo. O projeto é referência pelos cuidados prestados às gestantes em situação de vulnerabilidade social no município.

Reinserido na cidade pela gestão de Augusto Castro (PSD), por meio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), o programa integra os atendimentos das cinco unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Diante de todos os problemas relacionados a evasão pré-natal ao redor do país, o objetivo é acompanhar toda a gestação, oferecendo encontros mensais e apoio psicológico. Ao final, as gestantes recebem um kit natalidade com enxoval completo. O foco não é apenas a entrega de kits, mas a proteção à primeira infância, seguindo modelos alinhados às melhores práticas adotadas em capitais e países desenvolvidos.

“Nós vemos uma importância fundamental nesse acompanhamento, porque levamos informação, conhecimento e acolhimento para essas gestantes. Esses encontros acabam funcionando como uma espécie de terapia em grupo, onde elas compartilham experiências e também aprendem com os profissionais que participam das atividades”, destaca Cristina Anunciação, coordenadora e psicóloga do Programa Itabuna Mãe.

Neste ano, o programa atingiu a marca histórica de 3.300 gestantes atendidas ao longo de sua trajetória. Atualmente, mantém uma rede ativa de assistência que acompanha cerca de 200 gestantes em diferentes regiões do município, garantindo que o atendimento chegue a quem mais precisa.

Critérios para se cadastrar no programa

O primeiro critério é que a gestante tenha, no máximo, seis meses de gestação. Não há idade mínima: a partir da confirmação da gravidez, já é possível realizar o cadastro. Segundo a coordenadora do projeto, esse prazo é importante para garantir o acompanhamento adequado. “Se a inscrição acontecer muito próxima do final da gestação, não há tempo suficiente para criar vínculo e garantir a participação nos encontros, que são fundamentais para o cuidado durante o pré-natal”, pontua.

O segundo critério é possuir o Número de Identificação Social (NIS), comprovando renda per capita de até meio salário mínimo, o que caracteriza a situação de vulnerabilidade social.

O terceiro critério é estar com o pré-natal em dia, como forma de incentivar e fortalecer o acompanhamento de saúde durante a gestação. A gestante precisa comprovar que está sendo acompanhada pela equipe de saúde ao longo dos meses.

O quarto critério é a participação nos encontros mensais realizados nos CRAS de referência. As gestantes participam de uma a duas reuniões por mês, fortalecendo o vínculo com as equipes técnicas e de saúde. Esses encontros também promovem acesso à informação, com a participação de profissionais que abordam temas relacionados ao período gestacional.

Para se inscrever, a interessada deve procurar o CRAS de referência do seu bairro, onde será atendida pela equipe técnica responsável pelo cadastro e encaminhamento ao programa.

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