A palavra de Herzem

    Há 42 anos está no rádio, diz que até a posse, em 1º de janeiro, vai permanecer no programa Resenha Geral, da Clube FM, mas fazendo editoriais de dez minutos

    (Foto: Reprodução/Instagram).

    — Eu sou radialista, não sou político. Foi no rádio que me firmei e no rádio vou ficar.

    A palavra aí é de Herzem Gusmão (PMDB), prefeito eleito de Vitória da Conquista, que domingo tomou do PT o único município baiano entre os três que têm dois turnos (além de Salvador e Feira) que o partido governou.

    Herzem, que há 42 anos está no rádio, diz que até a posse, em primeiro de janeiro, vai permanecer no programa Resenha Geral, da Clube FM, deixando o comando com Dilton Rocha, mas fazendo editoriais de dez minutos. Depois, vai dosar mais, mas o programa vai virar uma espécie de ouvidoria para atender à população “na medida do possível”.

    Ele vai descansar até segunda, na volta formará a equipe de transição.

    E aí que começa a Era Herzem:

    — Sem revanche e sem vingança, com muito diálogo. É isso que Conquista quer.

    No ar e na água

    Mas ele já tem dois alvos definidos: o aeroporto, até hoje inconcluso, e o problema da água, que tal e qual Itabuna, é uma angústia generalizada.

    — Rui Costa diz que vai fazer a Barragem do Rio Catolé. Não creio. O Centro de Cultura está fechado desde 2013 por causa de R$ 300 mil. Não tem R$ 300 mil, vai fazer barragem?

    Ele aposta em uma emenda de bancada que inicialmente seria de R$ 100 milhões, mas que acabou em R$ 40 milhões, segundo Herzem, por Nelson Pelegrino (PT), articulou contra:

    — Mas R$ 40 milhões dá para começar. O projeto já está pronto na Embasa.

    Momento histórico

    Herzem diz que foi protagonista de um momento histórico:

    — Eu digo sempre que Conquista não queria apenas alternância no poder. Conquista queria a libertação. Há muito o povo já vem dizendo ‘não’ ao PT. Em 2006 Paulo Souto ganhou de Jaques Wagner, Alckmin ganhou de Lula e Serra ganhou de Dilma.