Alba, um palco democrático que o corona asfixia sabe-se lá até quando

    Talvez só volte ao normal quando surgir a vacina. É triste, mas é assim, infelizmente

    Foto: Agência Alba
    Foto: Agência Alba

     

    Veja você mais uma perversidade política que o corona comete. A Assembleia Legislativa da Bahia é uma casa de políticos, governada por políticos, para fazer política. E faz.

    Na Alba, desaguam pautas de toda a Bahia e em todas as vertentes, do alto volume de agressões ao Rio São Francisco, o Velho Chico, embutindo a guerra pela água; até questões temáticas como racismo, ou religiosa, de forma amplamente laica; ou questões LGBT; também da PM; agricultores e tudo de todos.

    Fala Nelson Leal

    — Acresça-se ao dia a dia o intenso trânsito de prefeitos, vereadores e líderes empresariais de todos os cantos da Bahia. O que era virtude virou perigo, tudo que a Covid gostaria, e como num passe de mágica, o palco foi desmantelado.

    E aí, como fazer para ‘A Casa’, como chamam os deputados, retomar a normalidade democrática sem dar canja para o corona?

    Com a palavra o deputado Nelson Leal (PP) – foto, presidente da Assembleia da Bahia.

    — Eu vou seguir o que manda a ciência. Eu jamais permitiria que a Assembleia pudesse correr o risco de se tornar um ponto de disseminação do vírus. Nem pensar.

    Nelson diz que espera implementar um retorno gradual a partir de agosto, mas apostando num cenário que a situação vai melhorar.

    Se não, as aglomerações democráticas vão ter que esperar, lá e alhures até sabe-se lá quando. Talvez só se discuta quando surgir a vacina. É triste, mas é assim, infelizmente.