Publicado em 17/07/2019 às 16h21.

Após criticar Rui Costa, Ciro afaga petista: ‘Meu amigo’

Na última semana, pedetista acusou governador de atuar a favor da reforma da Previdência “por trás dos panos”

Alexandre Santos
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

Menos de uma semana após declarar que governadores petistas do Nordeste, incluindo Rui Costa, “atuaram dura e pesadamente” a favor da reforma da Previdência “por trás dos panos”, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), modulou seu discurso e fez um afago ao político baiano, de quem diz ser “amigo”.

“O problema de vir à Bahia é que eu sou amigo de todos, todas as vertentes politicas. Sou muito amigo do [senador Jaques] Wagner, muito amigo do Rui”, disse Ciro, durante uma palestra na Assembleia Legislativa da Bahia na tarde desta quarta-feira (17).

Candidato derrotado a presidente da República no ano passado, o pedetista veio a Salvador para apresentar uma espécie de balanço dos seis primeiros meses do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em sua avaliação, o Brasil vive hoje a pior crise de sua história política. Ele, porém, atribui o atual cenário ao que chamou de “herança macabra”, em alusão às gestões de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

“Estamos vivendo a pior crise política da história do Brasil. Isso faz com que os ódios e as paixões não dão espaço para o povo pensar. Não vamos estabelecer aqui uma sentença definitiva do governo Bolsonaro. Ele pode mudar, melhorar. Ele tem só seis meses de governo. Vale lembrar que ele recebeu uma herança macabra. O Bolsonaro está piorando alguns cenários da crise. Nesses seis meses ele está piorando o Brasil”, afirmou Ciro.

 

 

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