Após habeas corpus de André Mendonça, Crivellati não comparece à CPMI do 8 de janeiro

    ‘Lamentáveis decisões e indevida interferência de Poder sobre outro’, protestou a relatora da CPMI após decisão do STF que permitiu ausência do depoente

    Foto: Divulgação / Exército

    Ex-coordenador administrativo da Ajudância de Ordens da Presidência da República da gestão de Jair Bolsonaro (PL), o segundo-tenente do Exército Osmar Crivelatti não irá comparecer a depoimento previsto para esta terça-feira (19), à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro.

    Confirmada pela relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a ausência ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, conceder um habeas corpus ao militar, que ficou desobrigado de comparecer à oitiva.

    A autorização do ministro foi duramente criticada por Eliziane, que apontou “interferência” do Judiciário junto ao Legislativo.

    “Liminares recentes de ministros do STF que desobrigam ida de depoentes à CPMI ferem de morte § 3º do art. 58 da CF, quando nos retiram poderes próprios de investigação de autoridade judicial. Lamentáveis decisões e indevida interferência de Poder sobre outro”, protestou a senadora por meio das redes sociais.

    O segundo-tenente do Exército Osmar Crivelatti foi um dos alvos da operação Lucas 12:2, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para apurar suposto esquema para venda irregular de presentes recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de autoridades estrangeiras.