Após mudanças, Patriota pode passar por debandada de vereadores

    Permanência de edis não está garantida

    Fotos: Divulgação CMS

    Os três vereadores eleitos pelo Patriota, Roberta Caires, Sandro Bahiense e Átila do Congo podem deixar o partido e com isso iniciar um processo de esvaziamento da sigla na Câmara Municipal de Salvador (CMS).

    Uma das principais causas que podem explicar a situação é a saída do presidente municipal, Jean Sacramento, que assumiu o diretório estadual do PROS nesta semana. Com a saída de Jean, o Patriota deve se alinhar de vez aos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem grandes chances de disputar a reeleição pelo partido.

    Membros da sigla acreditam que a presidência na Bahia, que hoje está vaga, possa ficar com algum indicado do ministro da Cidadania João Roma (Republicanos), ou com o vereador Alexandre Aleluia (DEM).

    Já o diretório da capital baiana é pleiteado por Bahiense, que condiciona sua permanência no partido a nomeação ao cargo. “Com a minha lealdade ao partido acho merecido que seja direcionada a presidência municipal para mim”, disse o vereador ao bahia.ba.

    Por sua vez, Roberta Caires afirmou em nota que vai aguardar a definição do cenário para tomar uma decisão, mas deixou claro que vai permanecer na base de apoio do ex-prefeito ACM Neto (DEM).

    “Reafirmo meu compromisso com ACM Neto e não resta dúvida sobre o meu apoio a ele em 2022, sou da base dele, que é pré-candidato confirmado ao Governo do Estado. Qualquer movimentação diferente deve causar uma mudança significativa e inequívoca dentro do partido, que não será positiva pela ranhura ao processo, às definições partidárias e ao que nosso grupo prega. Ainda aguardo definições mais concretas para me posicionar a respeito de mudança de legenda”, pontuou.

    Átila já sinalizou a saída do partido após a filiação de Flávio Bolsonaro. Segundo Jean, ele demonstrou interesse em ir para o PROS, mas também já teria iniciado conversas com o PP.

    Procurado pelo bahia.ba, o vereador Átila do Congo não respondeu às tentativas de contato para comentar o assunto.