Após novos apoios a Baleia Rossi, Bolsonaro paralisa reforma ministerial

    Planalto teme que partidos como Solidariedade e PTB desistam de apoiar o candidato do presidente, Arthur Lira (Progressistas-AL)

    Foto: Marcos Correa/Presidência da República
    Foto: Marcos Correa/Presidência da República

     

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) paralisou a reforma ministerial após o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) conseguir costurar novas alianças na disputa pela presidência da Câmara Federal. O PT, que possui a maior bancada da Casa, com 52 parlamentares, já declarou apoio ao emedebista.

    Além do Partido dos Trabalhadores, o PDT, PSB, PCdoB e Rede já oficializaram apoio. A tendência também é que o Psol decida apoiar o candidato do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Com isso, a avaliação do Palácio do Planalto é de que há chances concretas de vitória de Baleia Rossi.

    Em caso de vitória do candidato de Maia, Bolsonaro terá que refazer o mapa de cargos para beneficiar o MDB, garantindo espaço na votação de pautas de interesse do governo. Desde o fim do ano passado, o presidente negocia cadeiras com os líderes do centrão. Entre os ministérios discutidos, estão o de Turismo, Educação, Minas e Energia, além da Secretaria de Governo, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

    Para a Saúde, Bolsonaro avalia substituir o general Eduardo Pazuello e nomear o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Para o lugar de Onyx Lorenzoni, que comanda a Cidadania, o presidente pretendia nomear um indicado do Republicanos.