As contas de Rui estão encalhadas na Assembleia

    Dependem de um parecer do deputado Vitor Bonfim, que é o relator das contas de 2016

    Tanto os deputados baiano brigaram que a Assembleia Legislativa, a casa em que eles são os protagonistas justamente para fazer leis, não cumpria o seu papel fundamental, o de aprovar projetos de lei de iniciativa dos próprios, que estão conseguindo driblar o estigma.

    Pouco mais de 800 estavam encalhados. Submetidos a uma triagem, para tirar os repetidos e mesmo propostas de leis que já existem, conseguiram tocar o barco, e já votaram mais de 100.

    Mas noutro ponto o Legislativo baiano parou no tempo. Deixou de votar as contas do governo e dos tribunais de contas (TCE) e (TCM).

    Lá estão, na Comissão de Orçamento, as contas de 2016, 2017 e 2018 de Rui Costa, as do TCE de 2015 a 2018, e as do TCM de 2017 e 2018.

    Herança de Nilo

    O deputado Robinho (PP), presidente da Comissão, diz que herdou o pepino do antecessor, Marcelo Nilo (PSD), agora deputado federal. E por que não votava?

    – Não sei. Sei que já votamos três do TCM que também estavam paradas. E as de Rui dependem de um parecer do deputado Vitor Bonfim (PL), que é o relator das contas de 2016.

    O deputado Targino Machado (DEM), líder da oposição, que puxou o debate, diz que a Assembleia não vem cumprindo o seu papel.

    – O regimento manda que as contas sejam apreciadas no exercício. As de 2018, agora, e por aí. E isso não vem sendo feito. É um erro.