‘Beira o cinismo’, afirma líder do governo sobre Geraldo Júnior

    Paulo Magalhães Júnior, que admite reação "um pouco exaltada" na semana passada, acusa presidente da Câmara de "usurpar" votos da base do governo

    Foto: Mattheus Miranda/bahia.ba

    Protagonista de um atrito na semana passada como o presidente da Câmara, Geraldo Júnior (MDB), o líder do governo no legislativo, Paulo Magalhães Júnior (União Brasil), chamou o emedebista de cínico nesta quarta-feira (17). As críticas se referem ao cancelamento da sessão plenária da terça-feira (16) alegando falta de segurança em função do imbróglio com o edil governista.

    “Beira o cinismo. Ele dizer que falta segurança na casa é um absurdo”, afirmou Magalhães Júnior. “Então ele só faz sessão quando ele quer. A Casa só trabalha quando ele quer. Não adianta ter vice-presidente. Ninguém abre sessão quando ele está viajando e ele está em campanha”, criticou o político do UB.

    O líder do governo fez coro a declarações dadas também nesta quarta pelo prefeito Bruno Reis, segundo o qual o emedebista – que é candidato a vice-governador – usa a Casa para fazer política , e também do vereador e ex-secretário Luiz Carlos (Republicanos), segundo quem Geraldo Júnior “vem tomando atitudes que não são muito comuns na Casa“.

    O vereador do UB, que chegou a ser contido pelos colegas na ocasião, pediu desculpas pela reação “um pouco exaltada” durante a votação que derrubou o veto do prefeito Bruno Reis ao reajuste dos agentes de combate a endemias e dos agentes comunitários de saúde. “Foi uma supresa muito grande para mim a traição de Geraldo Júnior, que eu tinha como irmão”.

    Magalhães Júnior acusou o agora rival de tentar “usurpar” os votos da base do prefeito Bruno Reis. “Ele quis manipular inclusive o meu voto”, assinalou. “Isso é inadimissível. Todo mundo sabe que ele não tem voto, tem dificuldade até para abrir a sessão(que exige a presença de 14 vereadores em plenário). Como ele queria ter 22 votos?”, indagou.

    Estes questionamentos da bancada governista foram levados à Justiça, que anulou a sessão que derrubou o veto do prefeito. Alegando não ter sido notificado a tempo, a direção da Câmara publicou a decisão no Diário Ofical da sexta-feira (12).  O vereador acrescenta que Bruno Reis procurou resolver o impasse, oferecendo remuneração em torno de R$ 3,9 mil, mas o valor acima de R$ 7 mil é irreal, o que ele chamou de “fake news”. “Isso não existe, isso não vai acontecer nunca. Eles (os agentes) estão sendo enganados, iludidos. Se eles querem acreditar nessa mentira, acreditem.Mas só vai ser resolvido na Justiça”, concluiu