Publicado em 30/12/2021 às 11h26.

Bolsonaro comenta recusa de ajuda argentina à Bahia: ‘Não seria necessária naquele momento’

No Twitter, presidente disse que apoio poderá ser acionado ‘em caso de agravamento das condições’

Jamile Amine
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Em uma série de publicações em sua conta oficial do Twitter, nesta quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro comentou a polêmica recusa da ajuda humanitária oferecida pelo governo argentino às vítimas das chuvas na Bahia.

Segundo o presidente, “a Chancelaria Argentina ofereceu assistência de 10 homens (‘capacetes brancos’) para trabalho de almoxarife e seleção de doações, montagem de barracas e assistência psicossocial à população afetada”, mas sua administração recusou o “fraterno oferecimento argentino, porém muito caro para o Brasil” pelo fato de as Forças Armadas já estarem prestando “aquele tipo de assistência” à população, junto com a Defesa Civil.

“Por essa razão, a avaliação foi de que a ajuda argentina não seria necessária naquele momento, mas poderá ser acionada oportunamente, em caso de agravamento das condições. A resposta do Ministério das Relações Exteriores à Embaixada Argentina é clara a esse respeito”, declarou Bolsonaro, afirmando ainda que o governo brasileiro “está aberto a ajuda e doações internacionais”.

“Ontem, o Itamaraty aceitou doações da Agência de Cooperação do Japão (JICA): são barracas de acampamento, colchonetes, cobertores, lonas plásticas, galões plásticos e purificadores de água, que chegarão à Bahia por via aérea e/ou serão adquiridos no mercado brasileiro”, informou.

A dispensa da ajuda argentina gerou críticas da classe política, que mencionou o “descaso” do presidente em relação à tragédia. Dentre os indignados estão o prefeito de Salvador, Bruno Reis; o pré-candidato às eleições presidenciais de 2022, Ciro Gomes (PDT-CE); a deputada Maria do Rosário (PT-RS); o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB); o fundador do partido Novo e ex-aliado João Amoedo; e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), convocar o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, para prestar esclarecimentos no Senado a respeito do caso.

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