Bruno rebate Éden: quando resolver transporte metropolitano fale do de Salvador

    Éden afirmou que o grupo do prefeito 'teima' em adotar soluções ultrapassadas, como o BRT que, em sua avaliação, pouco contribuiu para a melhoria da mobilidade na capital

    Foto: Jorge de Jesus/bahia.ba

    Com a disputa eleitoral de 2024 em ebulição e as críticas entre oponentes se expandindo, o prefeito Bruno Reis (UB) saiu do tom habitual e rebateu o presidente do PT baiano Éden Valadares sobre as condições do transporte público da capital baiana.

    Questionado pelo bahia.ba sobre a fala do petista, que o acusou de “adotar solução do passado” e afirmou que o BRT “contribuiu pouco” para a mobilidade urbana, o prefeito disse que Éden e o “time” do petista só terão credibilidade para falar do sistema da capital baiana quando resolver o problema do metropolitano. A invertida ocorreu nesta sexta-feira (4), durante evento de assinatura de ordem de serviço para a obra da Arena da Capoeira.

    Na ocasião, o gestor municipal ainda citou que o transporte será um dos temas a ser debatido em audiência com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que vem sendo protelada desde o final de março. O integrante do União Brasil reforçou ainda que “o impasse em torno do transporte é da prefeitura, mas também do governo”.

    “Volto a dizer que o encontro com o governador não tem data marcada, mas também não tenho pressa, pois o problema do transporte é da prefeitura, mas também é do governo. Vocês estão vendo o que está acontecendo com sistema metropolitano, semana passada greve, ontem manifestação, bomba de gás lacrimogênio. Portanto, acho que ele [Éden] deveria se preocupar com o transporte metropolitano aqui do lado, que só em comparar dá para ver a diferença. E quando ele e o time dele todo resolver o problema de lá terá credibilidade para falar algo do transporte de Salvador”, rebateu.

    Ao ser questionado sobre a ação civil pública que o Ministério Público Estadual ajuizou contra a Agerba, o Estado e o Município, por irregularidades identificadas no sistema de transporte intermunicipal metropolitano, na qual solicitou a desativação das linhas metropolitanas na orla de Salvador, o gestor lamentou a medida e atribuiu os problemas enfrentados à operação do metrô, gerido pelo Executivo estadual, e do sistema operado na RMS, que adentra a grande Salvador.

    “Isso agrava ainda mais, desequilibra ainda mais o nosso sistema. Por que que a empresa CSN quebrou? Tinha má gestão, tinha, mas na bacia em que atuava tinha o metrô que fica com 61% da tarifa onde está a maior atuação do metropolitano. A empresa sem passageiro não teve condição de sobreviver. Mas é preciso ficar claro que o metropolitano é metropolitano e transporte urbano é transporte urbano e, efetivamente, esse será um dos pontos que será debatido na conversa com o governador de que o metropolitano terá que fazer seu papel e não adentrar nas cidades, como ocorre aqui em Salvador. Mas, tudo será na base do diálogo”, reiterou.

    Por fim, o prefeito voltou a falar que a tarifa de ônibus já deveria ter sofrido aumento desde o dia 1º de janeiro e que a Prefeitura tem feito o seu papel. “Posso assegurar que o que depende da Prefeitura está sendo feito. Já era para o reajuste ter ocorrido desde 1º de janeiro e já ganhamos aí quase oito meses. Tenho investido na compra de novos ônibus, as obras do BRT estão seguindo com execução plena, com expectativa da última etapa ser entregue no início do ano que vem”, pontuou.