Bruno Reis diz que paralisação dos garis ‘trouxe um prejuízo grande à cidade’

    Segundo o prefeito, a decisão depende exclusivamente do Congresso Nacional

    Foto: Daniel Serrano/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), afirmou nesta sexta-feira (26) que a greve nacional dos trabalhadores da limpeza urbana não é de responsabilidade da Prefeitura e que a gestão municipal não tem competência para atender à principal reivindicação da categoria, que é a criação de um piso salarial nacional.

    O gestor municipal respondeu ao questionamento na solenidade que marcou a assinatura da ordem de serviço para as obras de urbanização e qualificação da Comunidade Pé Preto, no Nordeste de Amaralina.

    Segundo o prefeito, a decisão depende exclusivamente do Congresso Nacional. “É um movimento nacional e a Prefeitura não tem gestão sobre isso. Como é que a Prefeitura pode impor que o Senado da República vote um piso dos garis? Cabe ao Congresso Nacional decidir pela aprovação do piso ou não”, explicou o prefeito.

    Bruno Reis reconheceu os impactos da paralisação na capital baiana e afirmou que o acúmulo de lixo não pode ser resolvido imediatamente. “É óbvio que isso trouxe um prejuízo grande à cidade. Dois dias sem coleta de lixo é um acúmulo grande. E nós não conseguimos resolver de um dia para o outro”, afirmou.

    De acordo com o prefeito, a operação de coleta foi retomada com capacidade máxima desde o último dia 24, e as equipes seguem mobilizadas para regularizar o serviço. “Todas as equipes estão na rua. Operação máxima, esforço máximo em conjunto. Vamos passar o final de semana para deixar a cidade zerada”, garantiu.

    Ainda conforme Bruno Reis, a expectativa é de que a coleta seja totalmente normalizada entre domingo (28) e segunda-feira (29), com a retirada de todo o lixo acumulado durante o período de paralisação.