Bruno Reis reage a PL de Aladilce: ‘Se é regra, que seja para todos’

    Ao bahia.ba, o prefeito afirmou que “fez e faria com tranquilidade” cursos pagos pela prefeitura

    Foto: Luana Neiva / bahia.na

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou o Projeto de Lei protocolado pela vereadora e líder da oposição na Câmara, Aladilce Souza (PCdoB), que estabelece critérios para o custeio de cursos e capacitações de servidores com verbas do Executivo municipal.

    Ao bahia.ba, Bruno afirmou que “fez e faria com tranquilidade” cursos pagos pela prefeitura, por considerar a medida uma política de valorização dos servidores.

    “Estou fazendo doutorado agora e optei por pagar com meu dinheiro. Mas é normal as instituições fazerem isso. Meus colegas de sala, todos ou têm o curso custeado por suas instituições, ou estão de licença remunerada por dois anos para estudar”, disse.

    A declaração foi dada nesta sexta-feira (7) durante o ‘Mega Aulão IngreSSAr’, no Centro de Convenções, evento preparatório para estudantes que farão o Enem no próximo domingo (9).

    O prefeito destacou que o Governo da Bahia, o Ministério Público (MP-BA), os Tribunais de Contas e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) também financiam cursos de formação para seus quadros, e cobrou que a vereadora fiscalize essas instituições da mesma forma.

    “Por que vocês não fiscalizam isso? Vão ver também quem está fazendo, quanto são, e apliquem o mesmo critério às outras instituições e à prefeitura. Se o projeto tiver esse objetivo, vale para todos. Se houver ajustes a fazer, a gente se adequa”, afirmou.

    Doutorados bancados pela prefeitura

    Aladilce criticou a falta de transparência da gestão municipal no pagamento de cursos de pós-graduação particulares para integrantes do primeiro escalão, como a secretária da Fazenda, Giovanna Victer; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Paes; e a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos (PDT).

    Em setembro, a Prefeitura autorizou o pagamento de R$ 183,1 mil para o doutorado de Giovanna Victer, por dispensa de licitação. Em outubro, o município também custeou o doutorado da vice-prefeita Ana Paula Matos, no valor de R$ 203,9 mil. Ambos os contratos têm como destino a Fundação Getulio Vargas (FGV).