Publicado em 16/09/2019 às 11h45.

‘Câmara deveria ter debatido. Não fez’, diz ACM Neto sobre proibição de arrastão

Prefeito afirma que não levará em conta "questão religiosa" ao avaliar projeto que acaba com folia extra na Quarta-Feira de Cinzas

Alexandre Santos / Matheus Morais
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

O prefeito ACM Neto (DEM) afirmou na manhã desta segunda-feira (16) que a Câmara de Vereadores deveria ter discutido o projeto que proíbe o tradicional arrastão de Quarta-Feira de Cinzas, que ocorre há 24 anos um dia após o Carnaval de Salvador. A matéria, aprovada na última quarta (11), tem dividido opiniões entre artistas e religiosos.

“Acho que a Câmara Municipal, antes de aprovar o projeto, podia tê-lo debatido com a sociedade, com os artistas, com o Conselho do Carnaval e com a prefeitura. Não fez”, disse ACM Neto ao ser questionado pelo bahia.ba se pretende vetar ou sancionar a proposta do Legislativo.

Na ocasião, o prefeito reafirmou que, quando o texto chegar ao Palácio Thomé de Souza, não levará em conta em sua avaliação a questão religiosa.

“Eu já disse e quero repetir: a questão religiosa não vai ser levada em consideração, porque, na minha opinião, não há conflito entre a existência do arrastão na Quarta de Cinzas e o início da Quaresma. Com todo respeito ao calendário da Igreja Católica, eu, como católico, que tenho uma relação com a Igreja Católica na cidade, mas o arrastão já tem quase 20 anos acontecendo em Salvador, em que isso signifique qualquer desrespeito à questão sagrada da nossa cidade”, disse.

“Vamos aguardar um pouco. Não quero me antecipar, porque a Procuradoria do Município tem que se manifestar sobre o assunto. Tão logo o projeto chegue à prefeitura, vamos manifestar nossa opinião”, reiterou o democrata.

As declarações foram dadas durante assinatura de ordem de serviço para obras de requalificação do Jardim Botânico da capital, no bairro de São Marcos.

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