Câmeras do Senado não cumprem requisitos para análises da suposta fala transfóbica de Brunini

    Laudo aponta que equipamentos não possuem resolução e nitidez, além de não registrarem ou armazenarem sinal de áudio

    Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    O Laudo da Polícia do Senado apontam que as imagens do sistema de segurança da Casa não cumprem os requisitos necessários para as análises da investigação da suposta prática de transfobia do deputado federal Abilio Brunini (PL) contra a parlamentar Erika Hilton (PSOL).

    De acordo com o site Metrópoles, foi alegado no documento que as câmeras do Senado não possuem resolução e nitidez para a correta detecção das estruturas faciais de Brunini, além dos equipamentos não registrarem ou armazenarem sinal de áudio. 

    Na terça-feira (11), na oitiva do ex-ajudando de ordens de Jair Bolsonaro (PL), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de janeiro, Brunini foi acusado por deputados de ter proferido uma fala transfobia contra Hilton. De acordo Rogério Carvalho (PT), Brunini teria dito que a deputada “estaria oferecendo serviços” após a colega dizer que ele deveria “procurar tratar sua carência em outro espaço”. 

    As imagens captadas pela TV Senado não mostram Brunini. No entanto, à faixa de áudio armazenada no mesmo arquivo constata que o fragmento captado se assemelha ao termo “tem serviço”, podendo variar de acordo com a compreensão de cada ouvinte. O parecer destacou ainda que o material obteve resultado inadequado para a realização de transcrição fonética.