Caso Marielle: por ‘novos fatos’, PGR recomenda federalização

    O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que "o ambiente do Rio de Janeiro está cada dia mais confuso”

    Foto: Roberto Jayme/TSE

    O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu federalizar a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, atualmente conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

    “Com os fatos novos, recomenda-se a federalização, porque o ambiente do Rio de Janeiro está cada dia mais confuso”, declarou Aras à colunista Bela Megale, do Globo.

    Os fatos mencionados pelo chefe da PGR são a menção inicial ao nome do presidente Jair Bolsonaro pelo porteiro de seu condomínio e uma representação movida pelo jornalista Luis Nassif contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por ameaça.

    O procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, e outros integrantes do MP fluminense estiveram reunidos com magistrados da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir a federalização e manter a investigação no Rio.

    Se a Corte decidir pela federalização, o caso sai da Polícia Civil do Rio e passa a ser investigado pela Polícia Federal.