‘Certeza que tem questões políticas por trás’, diz Bruno sobre protesto no Abaeté

    Prefeito afirmou que manifestantes não quiseram dialogar com a vice-prefeita Ana Paula Matos: "Não adianta querer dialogar com quem não quer"

    Foto: Betto Jr./Secom Salvador

    Após o protesto de candomblecistas no Abaeté na quinta-feira (10), que gerou um desgaste em torno do anúncio da revitalização nas dunas, o prefeito Bruno Reis disse que a vice-prefeita Ana Paula Matos se reuniu com os manifestantes mas que não obteve êxito no diálogo. Bruno afirmou ainda que há uma questão política por trás do ato e que manifestantes são contra algo que é bom pára a cidade.

    “Não adianta querer dialogar com quem não quer dialogar com você. Ontem a vice-prefeita se reuniu com eles no final da tarde e virou um palanque eleitoral. Não quero falar de partido nenhum. Mas, objetivamente, não tem porque ficar contra algo que é bom pára a cidade, para todo mundo. Os aspectos ambientais estão sendo preservados, inclusive dentro do receptivo, tem um auditório com 50 cadeiras para palestras das áreas ambientais, vídeos que serão exibidos mostrando a importância da preservação das dunas.Um ambiente específico para atender essa questões ambientais. E um espaço para receber com conforto para todos que queiram, independente da religião para subir o monte com segurança. É bom para todo mundo. Quando você quer realizar algo que seja bom para todo mundo e tem gente que é contra, com certeza tem questões políticas por trás”, afirmou o prefeito.

    Bruno voltou a explicar a intenção do projeto elaborado pela prefeitura para o local e defendeu o combate à intolerância religiosa na cidade, na qual ele classifica como capital da fé.

    “Eles sabem que esse ano é um ano de política…Mas temos que combater qualquer tipo de intolerância religiosa. Não podemos permitir mais isso em nossa cidade. Estávamos ontem iniciando a implantação de um receptivo, um acesso as dunas, numa área que é da Prefeitura e está fora da área de proteção ambiental. A área é conhecida como monte santo e que mais de 5 mil pessoas visitam por semana, sem qualquer infraestrutura. O que a prefeitura está fazendo é melhorar o ambiente, onde cumpre com o que há de mais moderno. Uma obra totalmente ecológica e atendendo todas os parâmetros da legislação ambiental”, disse o prefeito, revelando que o ocorrido não abalou sua relação com o povo de santo da cidade.

    “Em relação ao povo de santo, a gente fica muito tranquilo. Porque nunca se fez tanto, nunca se respeitou tanto as religiões de matriz africana como nós fizemos. São diversos terreiros tombados, isenção tributária. Abrimos avenidas em homenagens, monumento. Centros e cozinhas comunitárias. E estamos fazendo o parque da pedra de Xangô, um parque de preservação ambiental, com investimento de mais de R$ 8 milhões num espaço para o povo de santo celebrar a sua fé. E hoje estamos na igreja católica. Temos que defender o sincretismo das religiões e todas as suas manifestações de fé. Todos têm o direito de poder saber por qual melhor caminho chegar a Deus. O importante é que nós somos a capital da fé e não vamos abrir mão disso, respeitando o direito de todos e isso é o que precisa ser defendido nessa cidade.”