Com Rei do Lixo e Master, ACM Neto vira alvo às vésperas das eleições

    Ex-prefeito tenta estancar desgaste e evitar influência nas urnas

    Foto: Divulgação

    O ex-secretário de Educação de Salvador na gestão de ACM Neto (União Brasil), Bruno Barral, foi novamente alvo da Operação Overclean, da Polícia Federal (PF). As apurações miram fraudes contratuais e direcionamento de licitações.

    Além dele, o empresário Alex Parente e José Marcos Moura, o “Rei do Lixo”, também foram citados na 10ª fase da operação. A ação foi autorizada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido de busca e apreensão contra o ex-prefeito e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto.

    De acordo com as investigações, Barral fez parte do grupo do “Rei do Lixo” para contratar as empresas dele e de Alex Parente em Belo Horizonte. Os contratos investigados por fraude estão avaliados em R$ 80 milhões. A PF apura a possibilidade de fraudes em outros acordos assinados no período.

    ACM Neto vira alvo

    ACM Neto é suspeito de envolvimento no direcionamento de contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (MG) entre 2024 e 2025. O candidato também é citado em investigações sobre contratos de um grupo de empresários baianos com a Prefeitura de Salvador.

    Os empresários também estavam envolvidos em licitações do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e em outras prefeituras. À época, a assessoria de ACM Neto afirmou que as citações ao nome do político eram “inferências” e que não estavam relacionadas a qualquer ato ilícito.

    Compliance Zero

    Nesta quinta-feira (17), a bancada do PT na Bahia, por meio da federação PT-PCdoB-PV, solicitou ao STF acesso integral à investigação sobre o Caso Master, que também conta com ACM Neto entre os investigados.

    A medida ocorre após o ministro Kassio Nunes Marques ter negado a autorização pedida pela Polícia Federal para realizar busca e apreensão contra o ex-prefeito no âmbito da Operação Overclean.

    ACM Neto e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, teriam sido citados em uma possível proposta de delação de Daniel Vorcaro, preso por corrupção.