Mansur aponta seletividade no STF após decisão sobre ACM Neto

    Candidato ao Governo da Bahia lembrou de operação contra Jaques Wagner

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    O candidato ao Governo da Bahia pela Federação PSOL/Rede, Ronaldo Mansur (PSOL), questionou a imparcialidade das decisões judiciais durante o período eleitoral.

    Em entrevista exclusiva ao bahia.ba nesta quinta-feira (17), o postulante comentou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou um pedido de busca e apreensão feito pela Polícia Federal contra o ex-prefeito e candidato ao Palácio de Ondina, ACM Neto (União Brasil).

    Mansur argumentou que a disparidade nos critérios adotados pela Justiça acaba por interferir no pleito e citou operações anteriores como parâmetro.

    “A seletividade nas decisões jurídicas acaba prejudicando e intervindo no processo eleitoral. Há meses, tivemos busca e apreensão na residência de um senador da República aqui da Bahia [Jaques Wagner], assim como de outros deputados e figuras do estado. Mas o que vemos agora são decisões que nos levam a ficar em dúvida quanto a essas negativas”, declarou.

    Desvio de dinheiro

    O candidato do PSOL enfatizou a postura de sua federação e afirmou que seus correligionários não se envolvem em esquemas ilícitos.

    “A única certeza que tenho é que o meu nome e o de nenhum companheiro do PSOL estarão nessas listas. Nós não fazemos parte dessa política tradicional de relações promíscuas com o empresarialismo, com corrupção ou desvio de dinheiro público”, pontuou.

    Ao classificar o cenário como “lamentável”, o candidato ressaltou os impactos sociais dessas práticas, mas defendeu a manutenção da confiança nas instituições. “São as pessoas que sofrem e que morrem com isso. É lamentável, mas, mesmo assim, temos que continuar acreditando na Justiça”, concluiu.

    Operação contra Jaques Wagner

    Em junho deste ano, o senador Jaques Wagner foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes e crimes financeiros ligados ao Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.

    A busca e apreensão conduzida pela Polícia Federal foi autorizada pelo relator do caso no STF, o ministro André Mendonça.