O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Randerson Leal (Podemos), criticou a falta de apreciação dos projetos de lei dos parlamentares que estavam previstos para votação nesta quarta-feira (12). “O combinado não sai caro”, criticou o parlamentar.
Segundo o vereador, a decisão contraria um acordo firmado na segunda-feira (10), durante reunião do Colégio de Líderes, que previa a apreciação das propostas em plenário. “Nós aceitamos [votar após o recesso, nesta quarta], nos reunimos na última segunda-feira aqui no plenário da casa, numa reunião do Colégio de Líderes, e foi definido que hoje, na quarta-feira, dia 12, iríamos apreciar e votar os projetos de lei dos variadores. Inclusive, o Kiss and Fly estava dentre eles”, disse.
Randerson citou o projeto de lei do presidente da CMS, Carlos Muniz (PSDB), que prevê o fim da cobrança de tarifa de acesso ao Aeroporto de Salvador. O vereador defendeu a votação da matéria e afirmou que eventual resistência do Executivo em sancionar o texto não deveria impedir o trabalho do Legislativo. “A população precisa e espera essa resposta da Câmara Municipal. Se o Executivo, se o Poder Executivo, eles não querem sancionar o projeto, o problema é deles, mas a Câmara tem que fazer o seu papel”, declarou.
O parlamentar também questionou a atuação da empresa responsável pela cobrança no aeroporto e afirmou que a estrutura instalada para a tarifa não deveria permanecer no local. “A empresa privada não tem o poder de construir guaritas na entrada do aeroporto de Salvador. E a Câmara precisa dar essa resposta e acabar e demolir aquela guarita o mais rápido possível”, afirmou.
Randerson diz que é “muito chato” a mudança feita na ata sem ter comunicado os vereadores e sem uma justificativa
A mudança na pauta, segundo o vereador, ficou evidente após a publicação de uma nova ata nesta quarta-feira. “Na terça-feira foi publicada a ata com os projetos de lei e hoje foi publicada uma nova ata sem os projetos de lei, apenas moções e requerimentos”, afirmou. Randerson disse ainda que a bancada de oposição não recebeu comunicação sobre a alteração nem uma justificativa para a retirada das propostas.
O líder oposicionista também criticou a falta de justificativa e disse que a mudança foi muito “chata”. “E aí, sem nenhum tipo de justificativa, a bancada de oposição não foi comunicada o motivo, o porquê que foi retirado os projetos de lei e aí a gente está aqui lamentando porque realmente foi combinado uma coisa e foi desfeito outra coisa no outro dia. Então é muito, muito chato”, afirmou.
Forças ocultas na Câmara?
Ao comentar a situação, Randerson citou uma expressão usada pelo ex-presidente da Câmara e vereador Geraldo Júnior para questionar se haveria alguma articulação nos bastidores da Casa. “De repente a gente vai ter que parafrasear o ex-presidente dessa casa, o vereador Geraldo Júnior, que dizia que as forças ocultas trabalhavam nessa Câmara. E aí eu pergunto, será que as forças ocultas voltaram a pairar na Câmara Municipal?”, criticou.

