Publicado em 14/08/2019 às 11h24. Atualizado em 14/08/2019 às 12h29.

Contra agenda de Bolsonaro, Rui diz que buscará parcerias na área ambiental

Governador afirmou que Consórcio Nordeste, do qual é presidente, atuará para atrair parceiros do continente europeu

Alexandre Santos
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

O governador Rui Costa (PT) afirmou nesta quarta-feira (14) que o Consórcio Nordeste —do qual é presidente— buscará parcerias com países europeus na área ambiental.

“Se existem pessoas que tratam o meio ambiente de maneira pejorativa, a região Nordeste quer parcerias e negócios com a Europa, com Portugal. Por isso, o consórcio vai visitar o continente europeu em busca de parcerias. Nós valorizamos o meio ambiente. Temos interesse nessas parcerias, todos os estados do Nordeste”, discursou o governador na abertura do 1º Fórum Internacional do Meio Ambiente e Economia Azul, realizado no Senai-Cimatec, em Salvador.

As declarações ocorrem em meio a afirmações do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pondo em xeque a precisão de dados na área ambiental, sobretudo em relação ao desmatamento da Amazônia.

Sob uma retórica radical, Bolsonaro tem pautado o tema com colocações irônicas, a exemplo da ocasião em que sugeriu “fazer cocô” em dias alternados como forma de preservação do meio ambiente. Na segunda (12), afirmou que fezes de indígenas podem atrapalhar licenciamentos de obras importantes.

Na última semana, o Ministério do Meio Ambiente da Alemanha decidiu suspender o financiamento de projetos para proteção da floresta e da biodiversidade na Amazônia brasileira. A justificativa foi o forte aumento do desmatamento da região.

Crise econômica

O governador Rui Costa afirmou que as instituições do país vivem atualmente uma crise sem precedentes, cujos reflexos impactam diretamente na economia.

“Nós vivemos uma das maiores crises institucionais, políticas e do Judiciário. É uma crise sem precedentes, e isso tem um reflexo na economia. A economia patina há cinco anos. Isso traz a volta da pobreza e da extrema pobreza no país. Isso é reflexo da crise. Temos que aprimorar o crescimento e as parcerias. O emprego está ligado diretamente ao conhecimento. Se o Brasil não dá passos largos neste ponto, o Nordeste vai dar”, afirmou o petista.

 

 

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